Bolsa Bolsa sofre maior queda em dois meses com BCP a pressionar

Bolsa sofre maior queda em dois meses com BCP a pressionar

A bolsa nacional caiu menos de 1%, registado ainda assim a desvalorização mais pronunciada desde 3 de Março. A Jerónimo Martins fixou um novo máximo.
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Nuno Carregueiro 16 de maio de 2017 às 16:44

Depois de duas sessões em alta, o PSI-20 fechou a cair 0,92% para 5.195,57 pontos. O índice português, que nas últimas sessões atingiu máximos desde o final de 2015, sofreu na sessão desta terça-feira a queda mais acentuada desde 3 de Março.

 

Nas bolsas europeias o dia também foi de quedas ligeiras, com os investidores cautelosos perante a turbulência política nos Estados Unidos, depois de Donald Trump ter admitido que partilhou informação confidencial com responsáveis do Governo russo. 

 

Os resultados abaixo do esperado de diversas cotadas, sobretudo no sector do retalho, também justificam o sentimento negativo nos mercados, tendo levado os índices accionistas dos EUA a recuarem de máximos históricos fixados no início da sessão. Na Europa foi a easyJet que decepcionou ao anunciar um resultado recorrente, antes de impostos, negativo em 212 milhões de libras (cerca de 250 milhões de euros).

 

Em Lisboa o desempenho do índice foi determinado pela maioria das cotadas, com destaque para o Banco Comercial Português. As acções do maior banco privado português desceram 3,53% para 21,19 cêntimos.

 

O sector energético também condicionou o desempenho da bolsa portuguesa, com a EDP a recuar 0,36% para 3,077 euros a EDP Renováveis a desvalorizar 0,49% para 6,958 euros. A excepção foi a Galp Energia, que continua a beneficiar com a recuperação dos preços do petróleo (o Brent em Londres negoceia em torno dos 52 dólares por barril). As acções da petrolífera somaram 0,48% para 14,57 euros

 

Numa sessão em que atingiu um novo máximo de Maio de 2013, nos 17,48 euros, a Jerónimo Martins avançou 0,23% para 17,43 euros euros. A Sonae SGPS esteve em sentido contrário, ao desvalorizar 1,87% para 94,7 cêntimos. A empresa liderada por Paulo Azevedo vai revelar os resultados do primeiro trimestre na quinta-feira, 18 de Maio, com o CaixaBI a estimar uma queda dos lucros na ordem dos 93% para 2 milhões de euros. A justificar a evolução está a ausência de itens extraordinários.

 

No último dia em que transaccionaram em bolsa com direito ao dividendo de 48 cêntimos, as acções dos CTT caíram 2,58% para 5,707 euros.




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