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Bolsa cai com Galp e banca a pressionar

A bolsa nacional segue em queda, numa altura em que maioria das praças europeias estão também a descer, a reflectir as preocupações expressadas pelo presidente do BCE. A Galp e a banca são as principais responsáveis pela descida da bolsa.

Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 20 de Novembro de 2015 às 10:28
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PSI-20 cai 0,65% para 5.316,64 pontos, com 13 cotadas em queda, três em alta e duas inalteradas. No resto da Europa as bolsas também estão a descer, numa altura em que os investidores reflectem na negociação os receios em torno da economia Europeia, depois de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), ter demonstrado preocupação com a economia e a evolução da inflação. Ainda assim, Draghi reiterou a disponibilidade para implementar medidas de forma a controlar a inflação.

 

Na praça lisboeta, a Galp é a cotada que mais pressiona, ao descer 3,26% para 9,737 euros, tendo chegado a ceder mais de 5%, pressionada pela venda de 4% do seu capital por parte da italiana Eni a 9,81 euros por acção, um valor 2,5% abaixo do preço a que as acções fecharam na última sessão. 

Os analistas consideram que a saída da Eni do capital da Galp é "positivo", já que coloca um ponto final na incerteza em relação a esta participação. E vão mais longe: o preço a que foi vendido revela que houve bastante interesse na compra destas acções.

No resto do sector da energia a tendência é idêntica, ainda que com quedas menores. A EDP cede 0,40% para 3,277 euros e a EDP Renováveis perde 0,85% para 6,328 euros, depois de ter sido revelado que a EDP Renováveis vai iniciar a construção do seu primeiro parque eólico no México e que assinou um novo contrato nos EUA. A REN também perde 0,84% para 2,60 euros.

Na banca, o BCP cai 0,59% para 5,03 cêntimos, o BPI deprecia 0,47% para 1,069 euros e o Banif cai 4% para 0,24 cêntimos. 

Jerónimo Martins contraria a tendência, com um ganho de apenas 0,04% para 12,945 euros, depois de ontem ter caído num dia marcado pela notícia de que a Polónia, onde é líder de mercado através da Biedronka, poderá impor uma taxa progressiva sobre os supermercados.

Já os CTT, que ontem registaram uma queda superior a 5%, depois do dia do investidor, estão a subir 1,98% para 8,72 euros. A empresa liderada por Francisco Lacerda trouxe ontem novas informações para os investidores: vai pagar um dividendo de 0,47 euros. O banco CTT, cujos encargos iniciais contribuíram para a descida dos lucros apresentados no terceiro trimestre, vai abrir com 50 lojas até Março de 2016 mas quer ter 604 lojas até 2018. Uma expansão que vai ocorrer numa altura em que as instituições financeiras estão, precisamente, a reduzir a presença física.

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