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Bolsa cai menos que Europa com acções da PT e Brisa em alta

A bolsa nacional terminou a semana em queda, pressionada pela Galp Energia e banca, num dia em que a maioria das praças europeias registou perdas acima de 1%, devido à indefinição com a aprovação do plano para socorrer o sistema financeiro americano e ás dificuldades do Fortis. O PSI-20 sofreu uma perda menos acentuada, de 0,55%, devido às subidas superiores a 1% registadas pela Portugal Telecom e Brisa.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 26 de Setembro de 2008 às 16:42
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A bolsa nacional terminou a semana em queda, pressionada pela Galp Energia e banca, num dia em que a maioria das praças europeias registou perdas acima de 1%, devido à indefinição com a aprovação do plano para socorrer o sistema financeiro americano e ás dificuldades do Fortis. O PSI-20 sofreu uma perda menos acentuada, de 0,55%, devido às subidas superiores a 1% registadas pela Portugal Telecom e Brisa.

O índice português fechou a valer 8.190,10 pontos, com sete acções em alta e 13 em queda. Na Europa o dia foi de perdas mais fortes, com o mercado mais céptico com a aprovação rápida do Plano Paulson, depois de ontem um grupo de congressistas Republicanos ter rejeitado o plano de 700 mil milhões de dólares que visa socorrer o sistema financeiro americano.

O AEX de Amesterdão liderou as perdas, cedendo mais de 4%, devido aos rumores de que o Fortis, parceiro do BCP nos seguros em Portugal, está com dificuldades de financiamento.

Esta notícia, aliada a mais uma falência nos EUA, do Washington Mutual, pressionou o sector financeiro. Em Lisboa as acções do BCP caíram 1,1% para 1,166 euros e os títulos do Banco BPI baixaram 1,12% para 2,127 euros. O BES contrariou a tendência com um ganho de 0,83% para 8,96 euros.

A Galp Energia foi o título que mais pressionou o PSI-20, com uma queda de 5,46% para 12,025 euros, com a companhia a ser penalizada pela evolução do sector, que foi afectado por nova queda nos preços do petróleo.

Ainda no sector energético a EDP Renováveis caiu 2,45% para 5,97 euros e a REN cedeu 1,83% para 2,74 euros. A EDP contrariou a tendência com uma subida de 0,3%.

A Jerónimo Martins voltou aos dias de perdas acentuadas. Desceu 2,87% para 5,64 euros, apesar de fazerem parte das "top-picks" ibéricas de média e pequena capitalização bolsista do Deutsche Bank. O banco defende que a empresa oferece "crescimento com riscos relativamente limitados".

Em sentido inverso à tendência geral de queda da bolsa voltou a estar a Portugal Telecom, que somou 1,22% para 7,37 euros. A Brisa também fechou em alta, com uma subida de 1,89% para 6,745 euros, depois do Credit Suisse ter revisto em baixa o preço-alvo da empresa em mais de 7% para os 7,80 euros, o que representa um potencial de valorização de 15,6%.



Ainda do lado dos ganhos, a Cimpor apreciou 2,95% para 4,536 euros e a Reditus subiu 1,91% para 8 euros, depois de ontem ter anunciado um aumento de capital para integrar a Tecnidata.

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