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Bolsa cai pressionada por BCP, Brisa e PT (act)

A bolsa nacional encerrou a desvalorizar mais do que as praças europeias, pressionada pelo BCP, Brisa e PT. O PSI-20 caiu 0,6%, numa sessão em que a EDP travou perdas maiores

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 02 de Março de 2005 às 17:13

A bolsa nacional encerrou a desvalorizar mais do que as praças europeias, pressionada pelo BCP, Brisa e PT. O PSI-20 caiu 0,6%, numa sessão em que a EDP travou perdas maiores.

O principal índice da bolsa nacional [psi20] fechou nos 7.889,71 pontos, com 14 acções em queda, quatro inalteradas e apenas duas a valorizar numa sessão em que a liquidez, apesar de ter sido 13,98% inferior à anterior, voltou a ser acima dos 100 milhões de euros, com 122,2 milhões de euros negociados.

O Banco Comercial Português [bcp] foi o título responsável pela tendência do índice ao desvalorizar 0,93% para os 2,12 euros a corrigir dos ganhos superiores a 2% verificados na sessão de ontem. A restante banca ficou inalterada com o Banco Espírito Santo [besnn] a valer 13,45 euros e com o Banco BPI [bpin] a cotar nos 3,13 euros.

A Brisa [brisa] perdeu 2,10% para os 6,53 euros, depois das suas acções terem recebido uma recomendação de «vender» e um preço-alvo de 7,30 euros por parte dos analistas do Ibersecurities, que iniciaram a cobertura dos títulos da empresa. As previsões dos analistas para o futuro próximo da Brisa são pouco optimistas.

A concessionária de auto-estradas é uma das cotadas nacionais mais afectadas com a subida das taxas de juro de longo prazo, segundo os analistas. A Brisa anunciou ontem que renegociou o contrato de concessão das auto-estradas, sendo que as portagens passarão a ser actualizadas anualmente tendo em conta a inflação registada no ano anterior e não apenas 90% do índice de preços no consumidor. Esta nova fórmula entrou hoje em vigor, mas, para já apenas terá reflexo num troço da A1.

A Portugal Telecom [ptc] também perdeu 0,75% para os 9,21 euros a aliviar dos ganhos ontem acumulados, superiores a 1%.

A operadora de telecomunicações portuguesa valorizou na sessão anterior com os investidores a aguardarem os resultados que a empresa vai apresentar na próxima quinta-feira, antes da abertura da bolsa. Os analistas estimam que os lucros da PT tenham mais que duplicado para 506 milhões de euros. A PT Multimédia [ptm] escorregou 1,42% para os 19,41 euros.

A Sonae SGPS [son] deslizou 1,67% para os 1,18 euros também a corrigir da valorização acima de 1% verificada na sessão anterior.

O sector «media» encerrou em queda liderado pela Cofina [cofi] que perdeu 2% para os 3,43 euros. A Media Capital recuou 1,58% para os 5,61 euros e a Impresa [ipr] deslizou 1,05% para os 5,63 euros, depois de ontem ter fechado a sessão a ganhar mais de 1% após ter anunciado que a sua estação de televisão, SIC, se manteve como líder de audiências em Janeiro.

A travar perdas maiores fechou a Energias de Portugal (EDP) [edp] a valorizar 0,45% para os 2,22 euros. Os analistas em geral demonstraram-se agradados com o desempenho, sobretudo a nível operacional, da EDP em 2004. A Jerónimo Martins [jmar] somou 1,10% para os 11 euros depois de ter alcançado o máximo de Dezembro de 2000 nos 11,10 euros e a Altri, que se estreou ontem em bolsa, fechou a subir 17,12% para os 1,30 euros.

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