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Bolsa cai pressionada por EDP e PT

A bolsa nacional seguia a cair, em linha com as restantes praças europeias, pressionada pela Energias de Portugal e pela Portugal Telecom. O PSI-20 deslizava 0,36% com o BCP e Impresa a travarem perdas maiores.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 17 de Dezembro de 2004 às 12:55
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A bolsa nacional seguia a cair, em linha com as restantes praças europeias, pressionada pela Energias de Portugal e pela Portugal Telecom. O PSI-20 deslizava 0,36% com o BCP e Impresa a travarem perdas maiores.

O principal índice da bolsa nacional [psi20] cotava nos 7.568,93 pontos com seis acções a subir, nove a cair e cinco inalteradas.

A Energias de Portugal (EDP) [edp] era a principal responsável pela queda do índice com perdas de 1,33% para os 2,23 euros. A eléctrica negociou ontem um total de 206 milhões de acções numa operação fora de bolsa, que movimentou um total de 453 milhões de euros, que corresponde à posição de 5,64% que a Cajastur passou a deter no capital da eléctrica nacional, no âmbito da aquisição da Hidrocantábrico.

A Portugal Telecom (PT) [ptc] também pressionava com um desliza de 0,66% para os 9,04 euros. Os analistas demonstraram surpresa e dúvidas ao anúncio da intenção da PT entrar no fixo no Brasil.

A PT Multimédia [ptm] subia 0,06% para 17,81 euros. A notícia do eventual interesse da SGC de João Pereira Coutinho em negociar a aquisição da Lusomundo Media, noticiada hoje pelo «Semanário Económico», tem um impacto «neutral a positivo» para a PT Multimédia, segundo os analistas do BPI.

A Sonae SGPS [son] caía 0,93% para os 1,06 euros depois de ter renovado o máximo desde Maio de 2001, nos 1,08 euros, enquanto a Sonae Indústria [sona] avançava 0,61% para os 4,95 euros.

A venda de posição da Sonae Indústria na Gescartão à Sonae SGPS tem um impacto positivo para a empresa uma vez que ajuda a reduzir ainda mais a dívida líquida da Sonae Indústria e ajuda a reestruturar o processo, consideram os analistas do BPI no seu Iberian Daily.

A Sonae Indústria alienou à Sonae SGPS 50% do capital social da Imocapital, empresa que controla 65% da Gescartão, numa operação que representa um impacto positivo de cinco milhões de euros para os capitais próprios da unidade industrial do Grupo de Belmiro de Azevedo.

A operação de venda da Imocapital não obriga ao lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a papeleira, avança hoje o «Diário Económico».

A Gescartão [gct] ganhava 1,87% para os 10,90 euros constituindo um dos contributos para travar maiores perdas no PSI-20.

A Brisa [brisa] deslizava 0,30% para os 6,72 euros. A Brisa e as outras concessionárias de auto-estradas com portagens reais querem subir as tarifas nas classes de veículos 2, 3, e 4 para compensar a perda de receitas que ocorrerá com a baixa de portagens para os monovolumes, noticiou hoje o Jornal de Negócios. Esse reequilíbrio financeiro a acordar com o Governo deverá ocorrer durante seis ou sete anos.

A travar maiores perdas estava o Banco Comercial Português [bcp] a ganhar 0,53% para os 1,88 euros, bem como a Impresa [ipr] que avançava 1,44% para os 5,65 euros. A empresa de Pinto Balsemão tocou já novos máximos de Março de 2001, nos 5,65 euros.

No restante sector da banca, o Banco Espírito Santo [besnn] também perdia 0,08% para os 13,07 euros, enquanto o Banco BPI [bpin] estava inalterado nos 3,03 euros.

No sector de media a Media Capital [mcp] descia 0,38% para os 5,18 euros enquanto a Cofina [cofi] valoriza 0,27% para os 3,77 euros.

A Cofina e o Banco BPI vão entrar no capital da ParaRede, ficando com uma posição conjunta de 5,8%, no âmbito do aumento de capital da empresa, que será subscrito com acções da WhatEverNet. A Pararede [para] seguia inalterada nos 0,38 euros depois de ter caído máximo de 2,63% para 0,37 euros.

A ganhar seguia a Jerónimo Martins [jmar] com uma valorização de 0,51% para os 9,90 euros.

O Millennium bcp reviu em alta a recomendação para a Jerónimo Martins, de «neutral» para «buy», com um novo preço-alvo de 11,9 euros. «O nosso preço-alvo sugere um potencial de valorização em torno dos 20% até ao final de 2005 para além de um dividendo provável de 0,30 euros a 0,35 euros já em 2005», de acordo com os analistas do bcp.

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