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Bolsa chinesa com maior queda em mês e meio

A sessão negativa e as preocupações com as acções dos bancos centrais estenderam-se de Wall Street às praças asiáticas, que encerraram com quedas superiores a 1% nas piores sessões em semanas.

Reuters
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 12 de Setembro de 2016 às 10:08
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Os principais índices da bolsa de Xangai encerraram a sessão desta segunda-feira no vermelho, com a maior queda em várias semanas, pressionadas pelos receios dos investidores em relação à relutância dos bancos centrais em acrescentarem mais estímulos às principais economias mundiais.

O Shanghai Composite Index fechou esta segunda-feira, 12 de Setembro, a recuar 1,8% para 3.021,98 pontos, na sua pior sessão desde 27 de Julho. O índice das 300 maiores empresas cotadas nesta praça chinesa e em Shenzhen, o CSI300, fechou a recuar 1,7% no pior desempenho desde 13 de Junho, ou seja três meses.

As quedas foram uma constante nas praças asiáticas, com o Hang Seng (Hong Kong) a tombar 3,36% depois de um fecho que também tinha sido de fortes quedas na sexta-feira em Wall Street. Ali, os principais índices encerraram em perdas superiores a 2%, depois de o Banco Central Europeu ter deixado na véspera inalterada a sua política monetária e de nessa sexta-feira o presidente do banco da Reserva de Boston, Eric Rosengren, ter considerado que a economia norte-americana corre o risco de sobreaquecer se a Reserva Federal demorar mais tempo a aumentar juros.

Um sinal de pressão para que a política expansionista dos últimos anos da Fed seja descontinuada a um ritmo mais acelerado e que também chega a dias da reunião do Banco de Inglaterra, que no encontro de Agosto e em reacção ao Brexit, decidiu reduzir para mínimos históricos a taxa de referência na economia britânica.

Tóquio encerrou igualmente no vermelho, com o Nikkei a cair 1,73% na pior sessão em mais de um mês (3 de Agosto) e o Topix a ceder pela quarta sessão, recuando 1,64%, na sessão mais negativa em três semanas (18 de Agosto).

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