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Bolsa de Lisboa acompanha vermelho europeu em dia de mínimos do BCP

Os CTT voltaram a aproximar-se de valores que não tocavam desde os primeiros dias na bolsa. A Jerónimo atingiu máximos de 2013. O BCP estreou novo mínimo histórico. Em suma, o índice de Lisboa recuou, corrigindo de dois dias de ganhos.

Bloomberg
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 23 de Setembro de 2016 às 16:40
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A Bolsa de Lisboa não escapou hoje às quedas que se estenderam um pouco por toda a Europa. Um comportamento inverso ao verde que, ontem, tinha contagiado as praças do Velho Continente.

 

O índice português PSI-20 caiu 0,77%, depois de dois dias de ganhos. Madrid e Milão recuaram mais de 1% com a banca a pressionar. As bolsas europeias encerraram, no geral, em baixa (a excepção aqui foi Atenas). Houve uma correcção depois de os ganhos de ontem terem sido desencadeados pela ideia de que os bancos centrais dos EUA e do Japão pretendem manter políticas monetárias flexíveis.

 

Em destaque na sessão de hoje esteve, mais uma vez, o Banco Comercial Português. O banco liderado por Nuno Amado afundou 5,19% para fechar em 1,46 cêntimos. Hoje, estreou um novo mínimo histórico em 1 cêntimo.

 

A Fitch lançou ontem uma nota em que, falando nas fragilidades da banca nacional, afirmou que o BCP também tem uma situação de capital vulnerável, ainda que tenha admitido que "as negociações com a Fosun para injectar capital podem representar algum alívio". Neste momento, a gestão de Amado está em conversações para a entrada do grupo chinês em 16,7% do seu capital. Uma entrada que nunca será feita a mais de 2 cêntimos por acção.

 

No sector da banca, o BPI encerrou inalterado em 1,33 euros, depois de durante a sessão não ter ultrapassado os 1,132 euros. Na oferta pública de aquisição, o CaixaBank vai pagar 1,134 euros.

 

CTT em mínimos de 2014

 

Quem pesou também para o desempenho negativo do em queda foram os CTT. A empresa, que também tem um banco, recuou 0,32% para 6,142 euros. Na sessão, a empresa chegou a tocar em 6,04 euros, o valor mais baixo desde Janeiro de 2014, um mês depois de se ter estreado em bolsa a 5,52 euros.

 

Nas comunicações, a Pharol perdeu 1,24% para 0,239 euros. A Nos cedeu uns ligeiros 0,05% para 6,158 euros.

 

Energia toda no vermelho

 

Em queda na sessão de hoje estiveram todas as empresas da energia. Em dia em que os preços do petróleo estão a recuar, a Galp Energia cedeu 0,08% para 11,84 euros por acção.

 

A EDP perdeu 1,44% para 2,947 euros ao passo que a Renováveis fechou a transaccionar nos 7,14 euros por acção, uma quebra de 1,53%. A REN cedeu 0,55% para 2,552 euros.

 

A Jerónimo Martins contrariou ainda que muito ligeiramente, subindo 0,03% para 15,475 euros. Na sessão, a dona do Pingo Doce ascendeu ainda a 15,545 euros, atingindo uma cotação inédita desde Setembro de 2013. A concorrente Sonae recuou 0,44% para 0,673 euros.

 

A Mota-Engil ficou igualmente do lado dos ganhos mas com uma valorização mais expressiva, tendo somado 1,05% para 1,637 euros. 


(Notícia actualizada às 17:02 com mais informações) 

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