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Bolsa de Lisboa tomba mais de 1,5% pressionada pelas quedas superiores a 2,5% da PT e Galp

A queda do preço do petróleo está a pressionar a Galp, enquanto a PT SGPS desvaloriza depois da empresa considerar que os objectivos da OPA de Isabel dos Santos não são suficientemente claros. Em resposta, a empresária angolana acusa a empresa de deslealdade para com os seus accionistas.

Bruno Simão/Negócios
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 15:39
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A bolsa de Lisboa está a cair 1,63% para 4.992,23 pontos na sessão desta quarta-feira, 10 de Dezembro, com 14 cotadas em baixa, duas em alta e duas inalteradas.

 

As quedas são lideradas pela PT SGPS que recua 4,72% para 1,21 euros. Esta perda acontece depois da administração da empresa ter dito que os objectivos da oferta pública de aquisição (OPA), por parte de Isabel dos Santos, "não são suficientemente claros".

 

A administração presidida por João Mello Franco considera que os documentos apresentados pela empresária "são incompletos e imprecisos", não cumprindo em alguns pontos, "os requisitos legais quanto à qualidade da informação".

 

Por seu turno, a empresária acusou a empresa de deslealdade, por não ter sido dado oportunidade aos accionistas da PT SGPS de "se pronunciarem em alternativa pelo consentimento à venda e desmantelamento da PT" ou pela sua própria oferta.

  

A registar a segunda maior queda está a Galp, que perde 2,51% para 8,79 euros. A petrolífera está a ser afectada pela queda do petróleo nos mercados. O preço do Brent já caiu abaixo dos 65 dólares por barril, algo que não acontecia desde 2009. As quedas acontecem depois do cartel responsável por 40% da produção mundial, a OPEP, ter revisto em baixa as estimativas de procura do crude para o próximo ano.

 

A queda das cotadas de petróleo são responsáveis por pressionar as praças europeias para terreno negativo, com Londres (-0,08%), Madrid (-0,18%), Paris (-0,49%) no vermelho. O índice Stoxx 600 'Oil and Gas' - onde negoceiam as maiores petrolíferas europeias - está a cair 1,32%.

 

A praça de Atenas está a cair 1,36% devido ao agravamento da incerteza política no país, com a convocação de eleições presidenciais antecipadas pelo Governo de Antonis Samaras.

 

De regresso a Lisboa, destaque para a EDP que perde 1,24% para 3,363 euros. Já a REN ganha 0,24% para 2,484 euros e a EDP Renováveis perde 0,06% para 5,323 euros.

 

Na banca, o BCP e BPI perdem ambos 1,61% para 7,93 cêntimos e para 1,405 euros.

 

No retalho, a Jerónimo Martins perde 1,82% para 7,92 euros e a Sonae desce 1,40% para 1,057 euros.

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