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Bolsa encerra a ganhar impulsionada por EDP e Brisa (act.)

A bolsa nacional fechou a valorizar, em linha com a Europa, impulsionada pela Energias de Portugal e pela Brisa num dia pautado por liquidez reduzida – a mais baixa das últimas nove sessões. O PSI-20 avançou 0,59%.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 20 de Dezembro de 2004 às 17:21
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A bolsa nacional fechou a valorizar, em linha com a Europa, impulsionada pela Energias de Portugal e pela Brisa num dia pautado por liquidez reduzida – a mais baixa das últimas nove sessões. O PSI-20 avançou 0,59% com a Jerónimo Martins a travar ganhos maiores e com a Impresa a atingir novo máximo.

O PSI-20 [psi20] encerrou a ganhar 0,59%, para 7.583,10 pontos, com 14 acções a valorizar, duas a recuar e quatro inalteradas numa sessão em que foram negociados 74,6 milhões de euros, menos 37,35% do que na anterior e apresentando a liquidez mais reduzida das últimas nove sessões.

A principal responsável pelo avanço do índice foi a Energias de Portugal [edp]. A subida dos encargos sobre o sistema público de electricidade e a transferência de consumo para o mercado liberalizado vão pressionar as tarifas nos próximos anos, noticiou hoje o Jornal de Negócios. Os encargos a reflectir sobre as tarifas eléctricas do sistema vinculado vão aumentar substancialmente nos próximos três anos.

Segundo o «Diário Económico» a EDP quer arrancar, já em 2005, com a construção de um novo grupo de produção de electricidade a gás natural, cujo investimento rondará 165 milhões de euros. A sua entrada em funcionamento está programada para 2008, de acordo com o plano estratégico para o próximo triénio.

A Brisa [brisa] avançou 1,20% para os 6,77 euro, depois de duas sessões consecutivas a cair e a Sonae [son] subiu 1,90% para os 1,07 euros. Depois da Sonae ter consumado a venda da sua posição na Imocapital à Europac, os investidores começam a antecipar um cenário de retirada de bolsa da Gescartão, através de uma oferta potestativa. A expectativa surge depois da CMVM ter emitido um parecer em que não obriga o lançamento de uma OPA geral por parte da Europac sobre a Gescartão, avançou hoje o Jornal de Negócios. A Gescartão ficou inalterada nos 10,70 euros.

O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] ganhou 0,53% para os 1,88 euros. Os especialistas do BPI, num estudo sobre a banca da Península Ibérica, entre os oito bancos analisados, preferem o Millennium bcp, por acreditarem que a instituição financeira liderada por Jorge Jardim Gonçalves vai apresentar uma melhoria mais pronunciada no crescimento das receitas que as suas rivais.

Ainda em relação a esta instituição bancária, o facto do ABN Amro ter alienado 2% do BCP em duas operações através das quais encaixou 120,6 milhões de euros tem um impacto «neutral» para o BCP de acordo com os analistas do BPI, que alegam que a posição do ABN no banco português «nunca foi considerada [pelo BPI] como estratégica e assim esta notícia não é uma surpresa para o mercado».

Na restante banca, o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] e o Banco BPI [bpin] ganharam 0,38% para os 13,05 euros e 0,33% para os 3,04 euros, respectivamente.

A travar maiores ganhos encerrou a Jerónimo Martins [jmar] a perder 0,41% para os 9,76 euros, bem como a Sonaecom [snc] que caiu 0,26% para os 3,86 euros.

A Portugal Telecom [ptc] ficou estável nos nove euros. A operadora de telecomunicações não sobe há quatro sessões. Segundo o «Semanário Económico» da passada sexta-feira, a operadora de telecomunicações poderá aumentar a sua participação na Companhia de Telecomunicações de Macau e formar uma parceria com a China Unicom.

Na área dos «media», destaque para a Impresa [ipr] que, para além de ter renovado o máximo desde 2001 nos 2,85 euros encerra a somar há oito sessões consecutivas, estando a antecipar a conclusão do contrato de aquisição do controlo da SIC, a um desconto superior a 20%, disseram «dealers» à «Reuters». As acções desta empresa encerraram nos 5,74 euros, a subir 0,70%.

Os mesmos responsáveis acrescentaram que a confirmação do negócio, nos próximos dias, e, sobretudo, a amplitude do desconto poderão levar a Impresa a tocar níveis mais altos, uma vez que os últimos «preços-alvo» foram revistos em alta para entre 6,0 e 6,6 euros.

No restante sector, a Cofina [cofi] subiu 0,80% para os 3,78 euros enquanto a Media Capital ficou estável nos 5,15 euros.

No sector tecnológico, a ParaRede [para] encerrou a 0,38 euros, inalterada, a Reditus [red] subiu 2,40%, para 2,99 euros e a Novabase [nba] manteve-se estável, nos 6,09 euros.

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