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Bolsa fecha a subir impulsionada por EDP e em contraciclo com Europa (act)

A bolsa nacional fechou a subir impulsionada pela Energias de Portugal, contrariando a tendência de perdas das congéneres europeias. O PSI-20 avançou 0,04% com o Banco Comercial Português a travar um maior avanço mas a registar uma forte liquidez com 22,4

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 26 de Novembro de 2004 às 17:02

A bolsa nacional fechou a subir impulsionada pela Energias de Portugal, contrariando a tendência de perdas das congéneres europeias. O PSI-20 avançou 0,04% com o Banco Comercial Português a travar um maior avanço mas a registar uma forte liquidez com 22,43 milhões de acções negociadas. A Sonae Indústria e a Impresa atingiram máximos.

O principal índice da bolsa nacional cotou nos 7.605,34 pontos com dez acções a subir, seis em queda e quatro inalteradas, numa sessão em que foram negociados 87,57 milhões de euros, mais 37,67% do que na anterior.

A Energias de Portugal (EDP) [edp] foi o título que mais impulsionou o índice, com um avanço de 0,88% para os 2,28 euros, depois de ter ontem garantido a subscrição da totalidade das 656 milhões de acções representativas do aumento de capital de 1,2 mil milhões de euros.

A Impresa [ipr] apreciou 5,05% para os 5,2 euros, depois de ter alcançado os 5,28 euros e atingido o máximo desde Março de 2001 com uma valorização de 6,65%. Para Francisco Guarmon da Probolsa «há um sinal de compra claríssimo». A empresa realizou ontem o seu «Investor Day», onde avançou previsões para 2005 e confirmou as negociações para controlar 100% da SIC.

O restante sector «media» fechou misto com a Media Capital a acompanhar a tendência de subida da sua congénere com um ganho de 0,37% para os 5,41 euros, mas com a Cofina [cofi] a perder 1,33% para os 3,70 euros.

A Brisa também avançou 0,15% para os 6,53 euros. A Autostrade, maior concessionária europeia de auto-estradas, está a seguir atentamente o mercado português, centrando o seu interesse no modelo de negócio que será montado para proceder à introdução de portagens pagas nas auto-estradas lançadas em regime SCUT (sem cobrança ao utilizador).

A travar maiores ganhos fechou o Banco Comercial Português (BCP) [bcp] nos 1,91 euros a cair 0,52%, depois dos 1,93 euros alcançados na sessão, máximo desde Junho. A instituição bancária liderada por Jardim Gonçalves voltou a negociar um bloco considerável de acções, desta vez de 13,50 milhões às 15h55, tendo transaccionado no total 22,43 milhões de títulos na sessão de hoje. Na quarta-feira o banco também negociou um bloco elevado de acções, numa operação que o banco atribuiu a um rearranjo de carteira de um accionista.

O Bank Millennium, banco polaco participado em 50% pelo Banco Comercial Português, quer vender os 10% que detém na seguradora PZU, uma posição que está foi avaliada em 1,6 mil milhões de zlotys (376 milhões de euros) e registou uma subida de 8% em bolsa.

Na restante banca, o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] ganhou 0,15% para os 13,48 euros, enquanto o Banco BPI [bpin] perdeu 0,32% para os 3,08 euros.

A Sonae Industria [sona] foi outra empresa a atingir um máximo após uma valorização de 7,70% para os 4,78 euros, valor mais elevado desde Janeiro de 2002. A Tafisa, empresa controlada pela Sonae Indústria, valorizou 20% nas duas últimas sessões e já detém uma capitalização bolsista à da Sonae Indústria.

A Sonaecom [snc] pretende controlar, dentro de três anos, um quarto do mercado de Internet em banda larga via ADSL e prepara-se para, nesse prazo, oferecer um serviço completo residencial de voz, Internet e televisão, disse Pedro Pina, em entrevista à Reuters.

A Portugal Telecom (PT) [ptc] depreciou 0,22% para os 8,95 euros, enquanto a sua participada, PT Multimédia [ptm] ganhou 0,06% para os 17,89 euros.

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