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Bolsa grega em alta e juros em queda em dia de Eurogrupo

A bolsa grega está esta sexta-feira em terreno positivo e os juros da dívida, no mercado secundário, estão a aliviar. Hoje realiza-se um novo encontro dos ministros das finanças do euro com a situação grega em cima da mesa. É o primeiro depois de Yanis Varoufakis ter enviado uma carta a pedir a extensão dos empréstimos europeus.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 20 de Fevereiro de 2015 às 10:27
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A bolsa grega está esta sexta-feira, 20 de Fevereiro, no verde. O principal índice da praça grega soma 1,24%. A banca helénica está também no verde. O National Bank of Greece sobe 3,70%, depois de ter já avançado esta manhã 4,40%. O Piraeus Bank soma 1,90% sendo que cresceu já 4,29%. O Eurobank Ergasias aprecia 4,37% tendo já atingindo um máximo de 5,62% esta sexta-feira. E o Alpha Bank sobe 5,75% tendo já crescido 6,30%.

 

Os juros da dívida pública mantém a tendência de alívio e a dez anos continuam abaixo dos 10%, tal como aconteceu na sessão de ontem. As "yields" a três anos recua 84,9 pontos base para 16,211% e a cinco anos descem 56 pontos base para 13,724% de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg. A dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si recuam 23,9 pontos base para 9,684%.

 

Esta evolução tem lugar numa dia em que os ministros das Finanças da Zona Euro (Eurogrupo) voltam a reunir-se, com a situação grega em cima da mesa. O encontro desta sexta-feira tem lugar depois de ontem as autoridades helénicas terem enviado formalmente ao presidente do Eurogrupo uma carta a pedir uma extensão por seis meses dos empréstimos europeus.

 

Em reacção a esta carta, Berlim apontou que o pedido grego não é suficiente. "A carta de Atenas não é uma proposta que conduza a uma solução substantiva. Na verdade, vai na direcção de um financiamento 'ponte' sem responder às exigências do programa [de ajustamento]. A carta não preenche os critérios acordados pelo Eurogrupo na segunda-feira", refere o comunicado de Martin Jaeger, porta-voz de Schäuble.

 

Já a Comissão Europeia considera que a carta de Atenas é um sinal positivo que pode abrir caminho a um compromisso entre a Grécia e os demais países da Zona Euro. O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que marcou o encontro considerará, portanto, que há condições para retomar as conversações com as autoridades gregas.

 

Apesar da posição alemã, o vice-primeiro-ministro grego defendeu esta quinta-feira que é possível que o Governo e os parceiros europeus cheguem a acordo na reunião do Eurogrupo sobre o pedido da Grécia para prolongar por seis meses o financiamento.

 

Para Guillermo Hernandez Sampere, da alemã MPPM, em declarações à Bloomberg, "os mercados esperam uma solução que mantenha a Grécia na Zona Euro mas por agora todas as notícias vão fazer crescer a volatilidade [nos mercados] devido à incerteza". "Vamos ter outro dia como muito ruido, que sempre tem efeitos de curto prazo nos mercados", acrescentou.

 

O Negócios escreve esta sexta-feira que o relógio mais importante não é o dos ultimatos políticos, mas o dos cofres do Estado e dos bancos. As contas estão seguras para os próximos 15 dias, caso se mantenha a relativa calma de investidores e depositantes. Depois o dinheiro pode mesmo acabar.

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