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Bolsa grega sobe mais de 12% no melhor dia desde 2012

O principal índice grego subiu esta terça-feira mais de 12%, o que corresponde ao maior ganho diário desde Junho de 2012. As "yields" associadas às obrigações também registam fortes quedas. Tudo a reflectir o alívio de pressão, depois do Governo helénico ter apresentado propostas para reembolsar os seus parceiros, pondo de lado o perdão da dívida.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 03 de Fevereiro de 2015 às 16:03
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A bolsa grega fechou a sessão desta terça-feira, 3 de Fevereiro, a subir 12,46%, o que representa ao maior ganho diário desde 14 de Junho de 2012. A contribuir fortemente para este comportamento esteve o sector da banca, num dia em que o National Bank of Greece disparou mais de 20%, o Piraeus e o Eurobank Ergasias mais de 18% e o Alpha Bank quase 14%.

 

Isto num dia em que as taxas de juro implícitas nas obrigações gregas estão a registar uma forte queda. A "yield" associada às obrigações gregas a três anos está a deslizar 315,7 pontos base para 16,45%, a cinco anos a descida é de 221,4 pontos para 12,998% e a 10 anos a queda é de 145,1 pontos para 9,499%. A "yield" a 10 anos já esteve nos 9,257%, o que corresponde ao valor mais baixo desde 27 de Janeiro, dois dias depois das eleições gregas que deram vitória ao Syriza. Esta queda das taxas de juro é também a maior de 2012, realça a Bloomberg. 

 

Após as eleições gregas, os investidores fizeram disparar as taxas de juro implícitas nas obrigações gregas. Na sexta-feira que antecedeu o acto eleitoral, a taxa a 10 anos encontrava-se abaixo dos 8,5%. Após as eleições, os investidores demonstraram os receios em torno das decisões políticas do novo Executivo e fizeram disparar os juros e afundar a bolsa.


Contudo, as últimas declarações dos responsáveis gregos vieram aliviar estes receios. E isso está a ser reflectido nos juros e na bolsa, com os primeiros a registarem uma queda acentuada e a bolsa a registar uma subida expressiva.

 

O ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, deixou cair o pedido do Syriza para que os demais Estados europeus perdoem pelo menos metade dos mais de 200 mil milhões de euros de empréstimos que foram concedidos ao país desde 2010. Em alternativa, pede que o ritmo do reembolso dessa dívida passe a ser indexado à taxa de crescimento nominal da economia grega.

 

Quanto aos 27 mil milhões de euros de títulos gregos em posse do BCE, propõe que sejam trocados por "obrigações perpétuas", ou seja, sem maturidade pré-estabelecida. Pede ainda uma linha de crédito - um "empréstimo ponte" – de 1,9 mil milhões de euros para os próximos quatro meses, que diz coincidir com o valor que o BCE iria transferir ao abrigo da renúncia de lucros potenciais com dívida grega, e prescinde da última tranche de 7,2 mil milhões de euros que estava congelada pela troika. 

 

Juros em queda em toda a Europa e bolsas em alta

 

Este alívio de pressão em torno da Grécia está a ser sentido um pouco por toda a Europa, quer ao nível das taxas de juro no mercado secundário quer ao nível das bolsas.

 

As bolsas espanhola e italiana caem mais de 2%, e as restantes descem mais de 1%, com excepção para o índice alemão, que recua 0,81%.

 

No mercado de obrigações, os juros a 10 anos portugueses descem 9,0 pontos para 2,586% e em Espanha a queda é de 1,3 pontos para 1,475%. Já a bund alemã está a registar uma subida de 2,3 pontos para 0,336%.

 

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