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Bolsa grega soma 4,5% depois de Tsipras remodelar equipa que negoceia com a troika

A decisão do primeiro-ministro grego de reformular a equipa responsável pelas negociações com os parceiros internacionais impulsionou a bolsa grega que valorizou mais de 4,5%. Em sentido inverso, os juros da dívida helénica estão a recuar mais de 300 pontos no prazo a três anos.

15 de Junho – Tsipras em entrevista a um jornal grego, onde anuncia que vai esperar “pacientemente” que os credores se tornem “realistas”.
“Só se podem encontrar motivos políticos na insistência dos credores em novos cortes nas pensões depois de cinco anos de saques, sob o memorando”
Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 27 de Abril de 2015 às 16:09
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O maior optimismo face a um eventual acordo entre as autoridades gregas e as instituições credoras permitiu à bolsa grega negociar em alta na sessão desta segunda-feira, 27 de Abril. O principal índice bolsista helénico, o FTASE, valorizou 4,51% para 238,53 pontos, aquele que é o valor elevado desde 11 de Março.

 

Depois de uma sessão em que chegou a cair mais de 1%, o FTASE encerrou assim a quarta sessão consecutiva em alta, tendo registado sempre subidas superiores a 2,5%.

 

Depois das críticas dos ministros das Finanças da Zona Euro ao seu congénere grego, Yanis Varoufakis, na sequência da reunião do Eurogrupo que decorreu na sexta-feira passada, em Riga, capital letã, o primeiro-ministro Alexis Tsipras decidiu tomar as rédeas.

 

Além de ter decidido, já esta segunda-feira, reformular o modelo da equipa responsável pelas negociações com os parceiros europeus e o Fundo Monetário Internacional (FMI), mantendo Varoufakis com a função de supervisão, Tsipras decidiu atribuir a responsabilidade de coordenação ao economista Euclid Tsakalotos, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.

 

Além disso, depois de uma conversa, este domingo, entre Tsipras e a chanceler alemã Angela Merkel, ficou decidido que doravante os dois governantes irão manter contacto directo e regular que permita ultrapassar os bloqueios e divergências com que as equipas responsáveis pelas negociações ao nível técnico poderão vir a deparar-se.

 

O jornal germânico Bild avança mesmo que as autoridades gregas estarão já a preparar a apresentação de um plano de reformas para a próxima quarta-feira, tentando assim desbloquear o impasse que vigora desde Fevereiro último e que tem impedido a libertação dos 7,2 mil milhões de euros previstos no programa de assistência helénico e que permanecem por desbloquear.

 

O alcance das medidas propostas por Atenas tem ficado sistematicamente aquém dos objectivos definidos pelas instituições credoras. O próximo dia 11 de Maio foi sinalizado como a data em que os parceiros europeus esperam chegar a um acordo final com a Grécia.

 

Também os juros da dívida grega estão a beneficiar do optimismo gerado pela decisão de Tsipras, que parece indiciar uma posição mais flexível das autoridades gregas nas conversações que irão decorrer ao longo dos próximos dias com as instituições credoras. 

 

No prazo a três anos, a taxa de juro exigida pelos investidores nos mercados secundários para adquirirem dívida helénica segue a recuar 339,6 pontos base para os 22,91%. Tendência que se mantém nas maturidades mais longas, com a "yield" a cinco anos a cair 172,9 pontos para 16,32% e a dez anos a deslizar 89,6 pontos base para 11,82%.

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