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Bolsa grega subiu mais de 3% e juros da dívida avançaram 280 pontos base

A banca grega impulsionou a praça de Atenas na semana em que o BCE renovou a linha de emergência de liquidez para os bancos helénicos. Mas, ao mesmo tempo, os investidores não demonstraram a mesma confiança no mercado de obrigações, com a taxa de juro a dois anos a avançar mais de 280 pontos base.

Bloomberg
Negócios 22 de Maio de 2015 às 17:41
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Numa semana em que as negociações entre a Grécia e os credores continuaram, ainda sem fim à vista, os investidores demonstraram a sua confiança nas cotadas helénicas. Atenas valorizou 3,18% para 251,15 ao longo desta semana, contrariando a queda acima de 8% da passada semana.

 

A valorização semanal foi impulsionada pela banca, com o índice para o sector a subir 5,56% para 668,23 pontos. Os ganhos foram liderados pelo Attica Bank (14,75%) e Piraeus Bank (13,97%). Segue-se o Eurobank (6,92%), Alpha Bank (2,95%) e National Bank of Greece (2,52%).

 

Esta valorização aconteceu na semana em que o Banco Central Europeu (BCE) aprovou um novo aumento na linha de emergência de liquidez para os bancos gregos. Contudo, apesar de terem pedido um aumento superior a mil milhões de euros, os bancos gregos só obtiveram 200 milhões de Frankfurt.

 

Mas apesar da valorização da bolsa grega, os investidores não demonstraram a mesma confiança no mercado de dívida soberana. As taxas de juro subiram nas diferentes maturidades, com a taxa a dois anos a registar o maior avanço semanal: mais 286,7 pontos base para 23,781%. Já a quatro anos, valorizou 183,2 pontos base para 16,681%, enquanto a taxa de referência, a 10 anos, ganhou 63,1 pontos base para 11,390%.

 

Olhando para a sessão desta sexta-feira, a bolsa grega registou a maior queda na Europa ao perder 1,19% para 251,15 pontos. A pressionar o índice FTSE/Athens esteve a banca que recuou 2,80%, com o Eurobank (-4,79%) e Alpha Bank (-3,38%) a liderarem as perdas, seguidos pelo Attica Bank (-2,78%), National Bank of Greece (-2,40%) e Piraeus (-0,22%). Já a Hellenic Telecommunications desceu 3,29%.

 

Já no mercado de obrigações soberanas, a taxa de juro a 10 anos ganha 14,0 pontos base para 11,390%. A taxa a dois anos regista o maior avanço e sobe 62,3 pontos base para 23,914%, enquanto a quatro anos avança 32,5 pontos base para 16,681%.

 

Os investidores continuam atentos às negociações entre os credores internacionais (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) e Atenas. O primeiro-ministro grego esteve reunido esta quinta-feira com Angela Merkel e François Hollande à margem da cimeira de líderes europeus em Riga na Letónia. Do encontro, não saiu nenhum compromisso, mas ficou acordado que as negociações vão prosseguir entre Atenas e o Grupo de Bruxelas, constituído pelas equipas técnicas da Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).

 

Do Governo grego chegaram hoje garantias de que um acordo vai ficar fechado nas próximas semanas. "Pensamos que as condições melhoraram para [que as negociações] progridam e que nos próximos 10 dias seja selado um acordo", disse o porta-voz do Executivo helénico, Gabriel Sakellaridis.

 

Mas os parceiros europeus já avisaram a Grécia que, sem a luz verde do FMI, não vai haver acordo com Atenas. A notícia foi avançada esta sexta-feira pelo Financial Times que aponta que esta mensagem foi transmitida a Alexis Tsipras por Angela Merkel em Riga.

 

A imprensa internacional também avançou na quinta-feira que o Eurogrupo poderá prolongar por mais quatro meses a validade do actual resgate. Este programa termina no final de Junho e tem reservados nos cofres 7,2 mil milhões de euros para a Grécia. O objectivo seria dar tempo ao Governo de Alexis Tsipras para concluir a sua lista de reformas e para testar o apoio tanto do parlamento grego às medidas, como a nível interno, no Syriza.

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