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Bolsa nacional acentua queda e cai mais de 1,5%

A bolsa nacional acentuou a queda, com várias cotadas a registarem descidas superiores a 1%. A Jerónimo Martins continua a descer e a renovar mínimos de Julho de 2010.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 02 de Outubro de 2014 às 12:01

O PSI-20 recua 1,64% para 5.590,04 pontos, com 16 cotadas em queda, uma em alta e uma inalterada. Entre os congéneres europeus a tendência é igualmente de perdas, com excepção do principal índice grego que está a avançar inclusivamente mais de 1%. Os investidores estão a aguardar pelas palavras de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), para perceberem se a autoridade vai mesmo avançar com o programa de compra de activos. A expectativa está focada na dimensão deste programa.

 

Na bolsa nacional destaque para as acções da Jerónimo Martins, que já atingiram esta manhã um novo mínimo de Julho de 2010 ao tocar nos 8,13 euros. Os títulos estão a descer agora 2,13% para 8,238 euros. A justificar a queda das acções da retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos têm estado as notas de "research" de várias casas de investimento que cortaram a avaliação da empresa, justificando essencialmente com a queda dos preços no mercado nacional e na Polónia.

 

Em queda está também a Sonae SGPS, que recua 1,69% para 1,104 euros, acompanhando assim a tendência de queda da rival.

 

Na banca, o BCP, que ontem revelou que cancelou obrigações garantidas pelo Estado num montante total de 2.250 milhões de euros, recua 1,63% para 10,29 cêntimos.

 

O BPI também recua 2,27% para 1,593 euros. Já o Banif contraria a tendência e segue a apreciar 1,27% para 0,8 cêntimos, depois de também ontem ter revelado que cancelou o valor remanescente dos empréstimos obrigacionistas garantidos pelo Estado, no montante de 595 milhões de euros.

 

Além do Banif, a única cotada que não está em queda, é a Impresa, que segue estável nos 1,145 euros.

 

A perder mais de 2% estão as acções da Galp Energia, descendo para 12,375 euros, com a petrolífera nacional a acompanhar a evolução das congéneres europeias numa altura em que o petróleo está em forte queda, negociando em mínimos de 2013.

 

Ainda no sector da energia, a EDP recua 1,34% para 3,391 euros, a EDP Renováveis cede 1,39% para 5,444 euros e a REN deprecia 1,08% para 2,656 euros.

 

A Mota-Engil também está a descer 2,42% para 4,84 euros, no dia em que o Negócios noticia que o grupo assinou um acordo com o Governo do Uganda para o estudo e construção de um projecto hidroeléctrico de 790 milhões de euros.

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