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Bolsa nacional acompanha quedas europeias (act)

As quedas da Portugal Telecom e do BCP levaram a bolsa nacional a encerram em mínimo de quase duas semanas. Com 14 acções em queda, o PSI-20 recuou 0,64%, seguindo a tendência das restantes praças europeias, que foram pressionadas pelos resultados decepci

Paulo Moutinho 18 de Janeiro de 2006 às 17:13
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As quedas da Portugal Telecom e do BCP levaram a bolsa nacional a encerram em mínimo de quase duas semanas. Com 14 acções em queda, o PSI-20 recuou 0,64%, seguindo a tendência das restantes praças europeias, que foram pressionadas pelos resultados decepcionantes apresentados por tecnológicas americanas.

O índice [psi20] fechou nos 8.824,16 pontos, numa sessão em que 14 das 20 cotadas recuaram, quatro títulos encerraram inalterados e apenas duas acções conseguiram valorizar. A queda da bolsa nacional seguiu as fortes desvalorizações registadas nas principais praças europeias, que foram pressionadas pela empresas tecnológicas, depois da norte-americana Intel ter anunciado resultados que desapontaram os analistas.

A Portugal Telecom [ptc] e o BCP foram os títulos que mais contribuíram para a queda da praça nacional. A operadora de telecomunicações fechou em queda de 1,06% para os 8,41 euros, depois de ontem ter recuado mais de 1,5% com o anúncio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de que a Vivo, participada brasileira da PT, continua a perder quota de mercado. A PT Multimédia [ptm] caiu 0,61% para os 9,71 euros.

O BCP [bcp] desceu 0,83% para os 2,39 euros, no dia em que a JP Morgan afirmou que espera que os resultados da instituição subam 13,9% em 2005, sem contabilizar os ganhos da venda do PZU e dos activos em Macau.

A casa de investimento que manteve a recomendação de "neutral" para o BCP, com um preço-alvo de 2,35 euros, para os próximos 12 meses, acrescenta que os negócios na Polónia e na Grécia têm demonstrado melhorias nos exercícios dos últimos trimestres e que o mercado foi «rápido a inverter a "underperformance" do banco, após a decisão da Banca Comerciala Romana».

Ainda na banca, o BPI [bpin] fechou em queda de 0,73% para os 4,06 euros e o Banco Espírito Santo [bes] seguiu a tendência e desvalorizou 0,59% para os 13,42 euros.

A Energias de Portugal [edp] fechou sem variação nos 2,79 euros, depois de ter estado a recuar 1,08% durante a sessão.

A concessionária de auto-estradas Brisa [brisa] cotou nos 7,24 euros, a ceder 0,69%, no dia em que os analistas do BPI afirmaram que o adiamento das adjudicações de concessões rodoviárias, como o caso da Grande Lisboa, é «negativo» essencialmente para a Brisa que tem sido dada como a vencedora.

A Sonae SGPS [son] recuou 1,64% para os 1,20 euros e a Sonaecom [snc] desvalorizou 0,54% para os 3,66 euros. A Sonae Indústria [soni] caiu 3,05% para fechar nos 6,67 euros, depois de ontem ter depreciado mais de 2%.

Nos «media», a empresa liderada por Miguel Pais do Amaral, a Media Capital [mcp], encerrou com um ganho de 1,72% para os 7,68 euros, depois de ter estado a cair 1,99% durante a sessão. Nas restantes empresas do sector, a Cofina [cofi] desvalorizou 0,98% para os 3,03 euros e a Impresa [ipr] fechou inalterada nos 5,02 euros.

Os títulos da Altri [altr] fecharam em queda pela sétima sessão consecutiva, a recuar 4,29% para os 2,68 euros. A «holding» está a corrigir dos ganhos verificados no final de 2006, ano em que a empresa apresentou a maior subida entre os títulos cotados na Euronext Lisbon.

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