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Bolsa nacional cai 0,85% penalizada pela banca e PT (act.)

A bolsa nacional acompanhou a Europa e terminou a negociação em queda, numa sessão em que praticamente todos os títulos fecharam em "terreno" negativo. Os títulos envolvidos na OPA da banca encabeçaram as descidas e levaram o PSI-20 a recuar 0,85%. A PT c

Paulo Moutinho 13 de Março de 2007 às 17:03
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A bolsa nacional acompanhou a Europa e terminou a negociação em queda, numa sessão em que praticamente todos os títulos fecharam em "terreno" negativo. Os títulos envolvidos na OPA da banca encabeçaram as descidas e levaram o PSI-20 a recuar 0,85%. A PT contribuiu para a queda, num dia em que apenas duas cotadas conseguiram registar ganhos.

O índice de referência do mercado nacional [psi20] desceu para os 11.582,14 pontos, com 17 das vinte cotadas a recuar, um título inalterado e duas acções a valorizar, numa sessão em que foram negociados mais de 70 milhões de títulos, correspondentes a cerca de 280 milhões de euros.

A queda foi generalizada, ainda que o sector da banca se tenha destacado. Os títulos envolvidos na oferta pública de aquisição (OPA) registaram fortes desvalorizações, tendo o BPI [bpin] encerrado a perder 2,84% para 6,51 euros.

Os títulos do banco liderado por Fernando Ulrich, alvo da OPA do BCP, ainda chegaram a valorizar quase 2% para fixarem um novo máximo histórico, nos 6,82 euros, animados com a possibilidade de uma revisão da contrapartida da OPA, mas inverteram a tendência e estiveram mesmo a cair mais de 5% durante a sessão, com os investores a fazerem reflectir no papel a incerteza quanto aos próximos desenvolvimentos da operação.

Além do BPI, o BCP [bcp] também foi fortemente penalizado. A perspectiva de que o banco possa aumentar o preço da OPA, dos actuais 5,70 euros, levou o título a ceder e a encerrar a negociação a perder 1,82% para 2,69 euros, com mais de 23 milhões de títulos transaccionados.

A sessão só foi positiva para duas das vinte cotadas do índice principal e as acções do Banco Espírito Santo (BES) [besnn] foram uma delas. Os banco liderado por Ricardo Salgado, o "outsider" das movimentações de consolidação, chegou a subir mais de 1%, terminado o dia com um ganho de 0,63% para 14,49 euros.

A Impresa [ipr] foi a outra cotada que conseguiu registar ganhos, avançando igualmente 0,63% para 4,78 euros, tendência não acompanhada pela Cofina [cofi] que perdeu 1,67% para 1,77 euros.

Dos "media" para as telecomunicações, a Portugal Telecom [ptc] foi outro dos papéis que mais penalizou o PSI-20. As acções da operadora de telecomunicações fechou a cair 0,9% para os 9,86 euros, tendência seguida pela sua participada, a PT Multimédia [ptm], que recuou 0,36% para 11,06 euros.

A Sonaecom [snc] encerrou a sessão a cotar nos 4,75 euros, uma quebra de 1,04% face ao fecho de ontem, enquanto a "holding" liderada por Belmiro de Azevedo, a Sonae SGPS [son] fechou estável, nos 1,57 euros.

Para a queda de 0,85% do índice de referência nacional contribuiu também o outro "peso pesado", a Energias de Portugal [edp]. A eléctrica liderada por António Mexia terminou o dia com uma desvalorização de 0,49% para 4,07 euros, uma quebra bem mais modesta que a da Galp [galp pl] que fechou a ceder 2,04% para 7,20 euros.

Também a cair mais de 2% encerrou a Mota-Engil [egl], que perdeu 2,26% para os 5,62 euros. A Portucel [ptcl] recuou 0,76% para 2,62 euros, já a Semapa [sema], a maior accionista da empresa de pasta e papel, perdeu 1,64% para cotar nos 10,82 euros.

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