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Bolsa cai 1,5% com o BCP a perder mais de 4%

A bolsa nacional acentuou a tendência de perdas e segue a descer 1,5%, a acompanhar a tendência de queda das congéneres europeias, que estão a reflectir a falta de novos estímulos económicos no Japão. Os principais índices recuam mais de 1%. Na bolsa nacional, destaque para o BCP, que perde mais de 4%.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 11 de Junho de 2013 às 12:13
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O PSI-20 cede 1,50% para 5.720,16 pontos, com 17 cotadas a cair, duas a subir e uma inalterada. Entre as principais praças europeias as quedas variam entre 1,43% (Footsie) e 5,00% (índice grego). A penalizar a negociação está a decepção dos investidores em torno do Japão, depois de o banco central ter anunciado que não vai aumentar o valor dos estímulos à economia.

 

A banca é um dos sectores que mais penaliza a bolsa nacional, num dia em que as taxas de juro implícitas das obrigações portuguesas voltaram a subir, tocando nos 6,6% pela primeira vez desde Fevereiro. A subida das “yields” tem sido generalizada na Europa, com os investidores a saírem do mercado de dívida, uma vez que esperam que a Reserva Federal (Fed) dos EUA altere a sua política, retirando alguns estímulos à economia.

 

O BCP é a cotada que mais penaliza o índice, ao recuar 4,00% para 0,096 euros, mas esta tendência é partilhada pelos restantes títulos do sector. O BPI cai 1,54% para 0,956 euros, o BES cede 1,25% para 0,711 euros e o Banif recua 2,06% para 0,095 euros.

 

O banco liderado por Jorge Tomé cai no dia em que o Negócios noticia que o Banif está a negociar com um banco sul-americano a colocação de cerca de metade do aumento de capital de 450 milhões de euros que a instituição terá de assegurar com recurso a investidores privados. O objectivo da operação é colocar metade do aumento de capital e, a prazo, reduzir peso do Estado.

 

A contribuir para a tendência de queda da bolsa está também a Jerónimo Martins, ao perder 1,81% para 16,02 euros, bem como a sua rival Sonae SGPS, que cede 1,71% para 0,747 euros.

 

Em destaque estão também as acções da EDP Renováveis, ao perder 1,13% para 3,67 euros, no dia em que a empresa revelou em comunicado que a Roménia implementou alterações regulatórias, o que, na perspectiva dos analistas, limitam a capacidade de produção, o que está a afectar a negociação das acções.

 

A EDP também perde 1,03% para 2,509 euros, um comportamento que é acompanhado pela Galp Energia, que desvaloriza 0,80% para 12,42 euros. Já a REN é uma das duas cotadas que contraria a tendência de perdas, ao subir 0,23% para 1,56 euros.

 

A segunda empresa que sobe em bolsa é a Sonaecom, ao crescer 0,13% para 1,56 euros, enquanto a Zon e a Portugal Telecom perdem 0,64% para 3,403 euros e a 1,05% para 3,195 euros, respectivamente.

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