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Bolsa nacional cai 1% com banca, PT e Mota-Engil a pressionar

O PSI-20 voltou para terreno negativo, numa sessão marcada por forte volatilidade, pressionada pela banca, PT e Mota-Engil, que desliza mais de 6%. A tendência é igualmente negativa entre as restantes praças europeias.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 16 de Dezembro de 2014 às 13:00
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A bolsa nacional voltou para terreno negativo, com o PSI-20 a deslizar 0,98% para 4.645,27 pontos. Das 18 cotadas que compõem o índice, 12 estão em queda e seis em alta. A sessão desta terça-feira está a ser marcada por uma forte volatilidade, estando o principal índice português a oscilar entre ganhos e perdas depois de, já hoje, ter atingido um novo mínimo de 2012.

 

Lisboa acompanha a tendência negativa das principais praças europeias, pressionadas sobretudo pelos sectores da banca e da energia, numa altura em que os preços do petróleo negoceiam em mínimos de Maio de 2009 nos mercados internacionais. O WTI de Nova Iorque perde 3,5% para 53,95 dólares enquanto o Brent de Londres cai 3,73% para 58,78 dólares.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,65%, apesar de terem sido divulgados uma série de indicadores positivos na região.

 

A venda de carros cresceu, na União Europeia, no mês de Novembro. No décimo primeiro mês de 2014 foram vendidos, na União Europeia (UE) 953.886 automóveis. E nos 11 primeiros meses do ano, foram vendidos 11.600.383, o que revela um crescimento de 5,7% face a igual período de 2013.

 

Na Zona Euro, o PMI cresceu dos 50,1 pontos em Novembro para os 50,8 pontos neste mês de Dezembro, superando as estimativas dos analistas que apontavam para os 50,5 pontos, segundo o FT.

 

Já a confiança dos investidores alemães subiu, em Dezembro, pelo segundo mês consecutivo, numa altura em que a maior economia europeia dá sinais de recuperação.

 

Na bolsa nacional, o sector financeiro é um dos que mais penaliza, com o BCP a perder 2,4% para 7,33 cêntimos e o BPI a recuar 3,45% para 1,204 euros. Só o Banif contraria a tendência, com um ganho de 1,56% para 0,65 cêntimos.  

 

A pressionar o PSI-20 está também a PT, que desliza 4,43% para 1,013 euros. A Terra Peregrin de Isabel dos Santos quer capitalizar e dar músculo financeiro à endividada Oi para ter um melhor rácio de troca numa fusão e aquisição no Brasil, estando disposta a considerar um aumento de capital da brasileira e um IPO parcial da PT Portugal, de acordo com Mário Silva, administrador da empresa, em entrevista à Reuters. Quanto à PT Portugal, o futuro também poderá ser uma dispersão de parte do capital.

 

Esta terça-feira, o Negócios escreve que Isabel dos Santos seduz Oi com promessas de dinheiro. A empresária angolana, no prospecto de OPA à PT SGPS que entregou na CMVM, mostra abertura para participar em eventuais aumentos de capital da Oi e não se opõe a movimentos de consolidação no Brasil.

 

A Nos soma 0,43% para 4,958 euros.

 

Em queda estão igualmente as cotadas do sector energético, com a EDP a perder 1,07% para 3,063 euros, a EDP Renováveis a depreciar 1,17% para 5,139 euros e a Galp Energia a negociar em mínimos de Janeiro de 2009, com uma descida de 1,4% para 7,888 euros.

 

A negociar em mínimos de Julho do ano passado segue a Mota-Engil, que perde 6,91% para 2,411 euros, numa altura em que a sua congénere da construção, a Teixeira Duarte, cai 1,97% para 69,6 cêntimos. 

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