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Bolsa nacional cai arrastada por banca e TMT; Sonae.com ganha mais de 3%

A Bolsa nacional seguia a perder, afectada pelas quedas do sector bancário e das TMT, com a Sonae.com a evoluir em contra-ciclo com o mercado ao crescer 3,78%. O PSI20 recuava 0,59% e o PSI30 perdia 0,56%.

João Mata 07 de Setembro de 2001 às 13:22
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A Bolsa nacional seguia a perder, afectada pelas quedas do sector bancário e das empresas de tecnologias, media e telecomunicações (TMT), com a Sonae.com a evoluir em contra-ciclo com o mercado ao crescer 3,78%. O PSI20 recuava 0,59% e o PSI30 perdia 0,56%.

O PSI20 [PSI20] marcava 7.405,42 pontos e o PSI30 estava nos 3.443,17 pontos, numa altura em que o Euro Stoxx 50, que agrega as 50 maiores empresas europeias em termos de capitalização bolsista, deslizava 0,87% para os 3.471,23 pontos.

A liquidez do mercado, em termos de valor, situava-se nos 40 milhões de euros (8 milhões de contos), com «o mercado parado, sem grande movimento», segundo Miguel Cruz, operador da CIP Broker.

A banca liderava as perdas na Bolsa nacional, seguindo a tendência das últimas sessões, com o Banco Comercial Português (BCP) [BCP] a cair 0,7% para negociar nos 4,26 euros (854 escudos).

O Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] perdia 1,81% para os 13,01 euros (2.608 escudos), depois de ter atingido um novo mínimo anual nos 13 euros (2.606 escudos), enquanto o BPI [BPIN] descia 2,54% para os 2,30 euros (461 escudos), após ter também atingido o valor mais baixo das últimas 52 semanas, ao cotar nos 2,29 euros (519 escudos).

Em contra-ciclo com o mercado seguia a Sonae.com [SNC], que ganhava 3,78% para os 1,92 euros (385 escudos), enquanto a «casa mãe» do grupo de Belmiro de Azevedo, a Sonae SGPS [SON] desvalorizava 1,59% para os 0,62 euros (124 escudos).

A Sonae SGPS disse hoje em comunicado que não tomou «nenhuma decisão que confirme os rumores» que circularam no mercado nos últimos dias, sugerindo que não está a estudar a possibilidade de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Sonae.com.

«Há muitos rumores em volta do Grupo Sonae, embora tudo não passe de especulação (…). Se estão realmente em negociações, é claro que não lhes convém estar a admitir isso, para manterem uma posição negocial forte», considerou o mesmo operador.

O grupo de media Impresa [IPR], que vai apresentar os seus resultados semestrais na próxima terça-feira, descia 2,62% para os 2,23 euros (447 escudos), depois da Schroder Salomon ter previsto que a empresa deverá ter obtido um «cash-flow» operacional, ou EBITDA, negativo entre Janeiro e Junho, enquanto a Telecel Vodafone [TLE] recuava 0,87% para os 6,84 euros (1.371 escudos).

A Modelo Continente [MCON] estava inalterada nos 1,26 euros (253 escudos) , depois de atingir um novo mínimo anual nos 1,24 euros (249 escudos), com os investidores na expectativa sobre os resultados atingidos no primeiro semestre do ano.

A cair seguiam também a Portugal Telecom (PT) [PLTM], que desvalorizava 0,56% para os 7,06 euros (1.415 escudos), depois de ter iniciado a sessão a perder mais de 1%, e a Electricidade de Portugal (EDP) [EDP], que derrapava 1,37% para os 2,88 euros (577 escudos).

A concessionária de auto-estradas Brisa [BRISA] ganhava 2,5% para os 10,66 euros (2.137 escudos), beneficiando do «forte interesse no papel», defendeu a mesma fonte, sublinhando que se trata de «uma empresa sólida» e que «os cortes de taxas de juro (na Zona Euro) vieram beneficiar o papel», ao permitir o desagravamento dos encargos relacionados com a sua dívida.

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