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Bolsa nacional cai mais de 1% pressionada por queda superior a 7% da PT

O principal índice da bolsa de Lisboa inverteu o sentimento positivo do arranque da sessão. A pressionar a evolução da praça nacional estão os títulos da Portugal Telecom. No resto da Europa, o sentimento é igualmente de perdas.

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 20 de Outubro de 2014 às 08:58
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O principal índice da praça de Lisboa inverteu o sentimento positivo do arranque da sessão e lidera as perdas entre as congéneres europeias. O PSI-20 recua 1,07% para 4.992,22 pontos, com 10 das 18 empresas que compõem o índice em queda, seis em alta e duas inalteradas.

 

A maioria dos restantes índices europeus segue agora do lado das perdas, recuando em torno de 0,50%. Os resultados financeiros de empresas piores do que o estimado estão a pressionar a evolução dos índices do Velho Continente. A marcar o dia nos mercados, esta segunda-feira, está a divulgação de alguns dados económicos na Zona Euro e os resultados da tecnológica norte-americana Apple.

 

O comportamento da Portugal Telecom é o que mais pressiona o PSI-20. A operadora de telecomunicações recua 7,83% para 1,119 euros, tendo já esta manhã renovado um mínimo histórico ao tocar nos 1,081 euros.

 

Na última sexta-feira, dia 17 de Outubro, as acções encerraram a perder mais de 9%. A cotação da Portugal Telecom SGPS foi penalizada por uma nota de "research" do Morgan Stanley, que segundo a Reuters reiniciou cobertura das acções da empresa PT com um preço-alvo de 0,79 euros, que se situa bem abaixo da actual cotação.

 

A Portugal Telecom SGPS tem como único activo uma posição directa e indirecta de 39% no capital da Oi. Os accionistas da cotada portuguesa, quando for concretizada a fusão, ficarão com 26% da nova Oi, uma posição que poderá aumentar para 37% se no futuro a PT exercer uma opção de compra de mais acções. Os títulos da Rio Forte serão transferidos para a PT quando for concretizada a fusão, sendo que a operação já foi aprovada pelos accionistas portugueses.

 

Ainda neste sector, a Nos desce 1,40% para 4,371 euros.

 

Do lado das perdas está também a Galp Energia, que recua 1,46% para 11,125 euros. Neste sector, a EDP está também a negociar no vermelho, descendo 0,96% para 3,202 euros. A REN cede 0,30% para 2,326 euros. A EDP Renováveis é a excepção a este comportamento negativo, somando 0,60% para 5 euros.

 

A Mota-Engil recua 1,20% para 3,695 euros e a Teixeira Duarte segue inalterada nos 71 cêntimos.

 

A Jerónimo Martins desce 1,07% para 8,29 euros e a Sonae cede 083% para 95,8 cêntimos.

 

Em terreno positivo estão os títulos do BPI e do Banif. O BPI soma 0,21% para 1,413 euros. Na última sexta-feira, 17 de Outubro, os accionistas do banco liderado por Fernando Ulrich aprovaram em assembleia-geral e o banco vai assim aderir ao regime especial aplicável aos activos por impostos deferidos. Este regime legislativo permite converter impostos diferidos em créditos fiscais de forma a permitir que a instituição reforce os seus fundos próprios. No total, o BPI detém activos no valor de 249 milhões de euros que cumprem os requisitos para aceder a este regime. Destes, 118 milhões são provenientes de provisões e imparidades para créditos e os restantes 131 milhões de benefícios pós emprego ou a longo prazo para trabalhadores, anunciou o banco na apresentação que enviou à CMVM a 24 de Setembro.

 

O impacto que estes créditos vão ter no rácio de solvabilidade equivale a um aumento de capital no valor de 200 milhões de euros. Isto vai permitir um aumento de 1,25% do rácio de capital. O Common Equity Core Tier 1 fully implemented vai assim subir para 9,9%.

 

O Banif soma 1,61% para 0,63 cêntimos. E o BCP segue inalterado nos 8 cêntimos.

 

(Notícia actualizada às 09h06)

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