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Bolsa nacional cai mais de 2% após Draghi desapontar

Os investidores estão a demonstrar algum descontentamento com o programa de compra de activos do BCE. As bolsas europeias acentuaram as quedas depois de Mario Draghi ter explicado o programa e Lisboa não foi excepção, com o principal índice a perder mais de 2%.

Bruno Simão/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 02 de Outubro de 2014 às 15:51

O PSI-20 recua 2,04% para 5.567,32 pontos, com 17 acções em queda e apenas uma cotada inalterada. Entre os principais congéneres europeus a tendência é igualmente de perdas, com Espanha e Itália a caírem mais de 2%, França e Amesterdão a recuarem mais de 1,5%.


A determinar a queda dos índices está o Banco Central Europeu (BCE), depois do presidente da autoridade, Mario Draghi, ter explicado o programa de compra de activos. O programa vai arrancar já este mês, mas o facto de o programa não atingir um bilião de euros desapontou os investidores.

 

Na bolsa nacional a Impresa é a única cotada que está a conseguir escapar às descidas, seguindo estável nos 1,145 euros, as restantes empresas seguem em queda.

 

A Sonae SGPS lidera as perdas, ao recuar 5,22% para 1,652 euros, num dia em que a Jerónimo Martins chegou a tocar no valor mais baixo desde Julho de 2010 ao tocar nos 8,13 euros. As acções da retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos têm sido penalizadas por revisões em baixa da avaliação de casas de investimento, devido essencialmente à queda de preços no mercado nacional e na Polónia.

 

A Mota-Engil segue as pegadas e perde 4,38% para 4,743 euros, no dia em que o Negócios noticia que o grupo assinou um acordo com o Governo do Uganda para o estudo e construção de um projecto hidroeléctrico de 790 milhões de euros.

 

Na banca, o BCP, que ontem revelou que cancelou obrigações garantidas pelo Estado num montante total de 2.250 milhões de euros, recua 1,43% para 10,31 cêntimos.

 

BPI também recua 3,74% para 1,569 euros. Já o Banif recua 1,27% para 0,78 cêntimos, depois de também ontem ter revelado que cancelou o valor remanescente dos empréstimos obrigacionistas garantidos pelo Estado, no montante de 595 milhões de euros.

 

A perder mais de 2% estão também as acções da Galp Energia, descendo para 12,31 euros, com a petrolífera nacional a acompanhar a evolução das congéneres europeias numa altura em que o petróleo está em forte queda, negociando em mínimos de 2013.

 

Ainda no sector da energia, a EDP recua 2,97% para 3,335 euros, a EDP Renováveis cede 2,74% para 5,37 euros e a REN deprecia 1,71% para 2,639 euros.

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