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Bolsa nacional cai perto de 1% penalizada pelo BCP e pela PT

A praça lisboeta acabou por fechar a cair perto de 1%, num dia em que o BCP caiu perto de 4% e a PT recuou mais de 4%. Na Europa a tendência também é de queda.

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David Santiago dsantiago@negocios.pt 27 de Outubro de 2014 às 16:47
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O PSI-20 encerrou a primeira sessão da semana a recuar 0,86% para 5.128,20 pontos, com 14 cotadas em queda, três a negociar em alta e uma inalterada.

 

A praça lisboeta acompanhou a tendência de queda registada nas principais congéneres europeias que acumularam perdas no dia seguinte à divulgação, pelo Banco Central Europeu (BCE), dos resultados dos testes de stress.

 

Entre os 130 bancos analisados pelo BCE, foram 25 as instituições financeiras que reprovaram, tendo 12 destes bancos já implementado medidas que deverão ser suficientes para compensar as insuficiências de capital detectadas.

 

As praças grega (-3,42%) e italiana (-2,21%) registam as perdas mais avultadas, para o que terá contribuído o facto de o sistema financeiro italiano ter sido o mais penalizado com nove dos 14 bancos analisados a chumbarem nos testes de stress. Já na Grécia, três dos quatro bancos analisados apresentaram níveis de capitalização e níveis de qualidade dos activos insuficientes.

 

No caso dos bancos nacionais, apenas o BCP reprovou, tendo a Caixa Geral de Depósitos e o BPI superado a análise da autoridade monetária europeia. 

 

A penalizar a bolsa nacional esteve o BCP que caiu 3,83% para 0,0904 euros, isto depois de não ter superado os testes do BCE. Nuno Amado, presidente do banco, já garantiu que "não vai ser necessário fazer qualquer aumento de capital nem qualquer venda forçada", asseverando que todas as medidas necessárias já foram tomadas.

 

Amado garante ainda que se os testes não estivessem datados com dados de 31 de Dezembro de 2013, e se tivessem em linha de conta o programa de reestruturação empreendido pelo BCE, o banco não estaria entre os que reprovaram nos testes do BCE.

 

Este domingo também foram apresentados os resultados do banco liderado por Nuno Amado, sendo que nos primeiros nove meses deste ano o BCP registou um prejuízo de 98,3 milhões de euros, uma diminuição de 83,5% relativamente às perdas de 597,3 milhões de euros verificadas em igual período do ano passado.

 

Ainda no sector financeiro e a travar perdas mais avultadas do PSI-20, o BPI fechou a somar 2,06% para 1,584 euros, no dia em que uma nota de "research" emitida pelo banco norte-americano Citi mostra que o banco liderado por Fernando Ulrich foi um dos vencedores saídos dos testes de stress.

 

Ainda na sexta-feira, o BPI apresentara resultados referentes aos primeiros nove meses de 2014 que mostram prejuízos de 114 milhões de euros.

 

Por seu lado, o Banif, que não constou da lista de instituições financeiras avaliadas pelo BCE, foi a única cotada do PSI-20 a encerrar inalterada.

 

A Portugal Telecom voltou a pressionar a praça lisboeta tendo encerrado a cair 4,36% para 1,008 euros, voltando assim a fechar em terreno negativo depois de duas sessões consecutivas a acumular ganhos ligeiros.

 

Também no sector das telecomunicações, a Nos fechou a recuar 1,49% para 4,376 euros6.

 

A Galp Energia terminou o dia a avançar 0,88% para 11,45 euros, depois de ao início da manhã, ainda antes da abertura da negociação bolsista, ter apresentado resultados que mostram um aumento dos lucros de 8% no período compreendido entre Janeiro e Setembro deste ano. Os números, que superaram as estimativas dos economistas.

 

Ainda no sector energético, a EDP desvalorizou 1,04% para 3,248 euros e a EDP Renováveis a perder 0,19% para 5,14 euros.

 

O sector da construção também acabou por penalizar a performance do principal índice nacional, com a Teixeira Duarte a deslizar 1,37% para 0,791 euros e a Mota-Engil a cair 2,77% para 3,86 euros.

 

O sector do retalho com a Sonae a descer 1,27% para 1,009 euros e a Jerónimo Martins a recuar 0,21% para 8,083 euros também acabaram por penalizar a bolsa nacional.

 

Por fim, os CTT encerraram a apreciar 0,34% para 7,12 euros depois de na passada sexta-feira o CaixaBI ter estimado que os lucros dos correios nacionais deverão ter caído 7% no terceiro trimestre. 

 

(Notícia actualizada às 16h51 com mais informação)

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