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Bolsa nacional cai pressionada por PT e Brisa

A bolsa nacional seguia a cair, acompanhando a tendência das congéneres europeias, pressionada pela PT e pela Brisa. O PSI-20 deslizava 0,20% com a EDP a travar perdas maiores e a Altri, que se estreou ontem em bolsa, a valorizar mais de 17%.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 02 de Março de 2005 às 10:08

A bolsa nacional seguia a cair, acompanhando a tendência das congéneres europeias, pressionada pela PT e pela Brisa. O PSI-20 deslizava 0,20% com a EDP a travar perdas maiores e a Altri, que se estreou ontem em bolsa, a valorizar mais de 17%.

O PSI-20 cotava nos 7.921,18 pontos, com 13 títulos a cair, cinco inalterados e apenas dois a valorizar.

A Portugal Telecom [ptc] corrigia dos ganhos superiores a 1% da sessão de ontem e seguia hoje como o título que mais pressionava o PSI-20 com uma queda de 0,32% para os 9,25 euros. A operadora de telecomunicações portuguesa valorizou ontem com os investidores a aguardarem os resultados que a empresa vai apresentar na próxima quinta-feira, antes da abertura da bolsa. Os analistas estimam que os lucros da PT tenham mais que duplicado para 506 milhões de euros.

A sua subsidiária PT Multimédia [ptm] escorregava 0,71% para os 19,55 euros depois de segunda-feira ter anunciado a venda da Lusomundo Serviços à Controlinveste, da Olivedesportos, com um encaixe de 174 milhões de euros.

A Brisa [brisa] também pressionava com uma desvalorização de 0,75% para os 6,62 euros. A concessionária anunciou ontem que renegociou o contrato de concessão das auto-estradas, sendo que as portagens passarão a ser actualizadas anualmente tendo em conta a inflação registada no ano anterior e não apenas 90% do IPC. Esta nova fórmula entrou hoje em vigor, mas, para já apenas terá reflexo num troço da A1.

A Sonae SGPS [son] perdia 0,83% para os 1,19 euros, corrigindo dos ganhos superiores a 1% verificados na sessão anterior.

A Espírito Santo Research baixou ontem a recomendação para as acções da empresa de Belmiro de Azevedo de «comprar» para «neutral» mas decidiu subir o preço-alvo de 1,24 para 1,33 euros.

A Axa Portugal assinou, no final do ano passado, um acordo com a Sonae que, para já, consiste num protocolo de distribuição de seguros aos 35 mil trabalhadores do grupo de Belmiro de Azevedo.

As acções da Soluções Automóvel Globais caíam 0,70% para os 1,42 euros no dia em que foram admitidas à cotação no índice NextPrime da Euronext NV. A empresa liderada por João Pereira Coutinho consegue assim a presença num índice de cariz internacional, depois de em Junho de 2004 ter abandonado o PSI-20, com um impacto substancial na liquidez.

A travar perdas maiores seguia a Energias de Portugal [edp] com uma valorização de 0,45% para os 2,22 euros. A EDP registou resultados líquidos de 440,2 milhões de euros em 2004, um valor que representa um crescimento de 15,5% face ao obtido em 2003 e ficou em linha com as estimativas dos analistas. A eléctrica equaciona a possibilidade de recorrer a um fornecedor de gás alternativo à Galp se a lacuna de matéria que tem para os próximos cinco anos não for coberta, disse ontem João Talone, presidente da eléctrica, em conferência de imprensa.

A Reditus somava 0,27% para os 3,75 euros.

A Altri, que ontem se estreou em bolsa, valorizava 17,12% para os 1,30 euros tendo já somado um máximo de 19,82% para os 1,33 euros. O Caixa - Banco de Investimento assinou ontem um contrato de «liquidity provider» com a Euronext. O subjacente são as acções da Altri SGPS, empresa que iniciou também ontem a cotar na bolsa nacional.

Na banca, o Banco Comercial Português [bcp] cotava nos 2,14 euros, o Banco BPI [bpin] nos 3,12 euros e o Banco Espírito Santo [besnn] nos 13,45 euros.

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