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Bolsa nacional desanimada com discurso de Draghi recua mais de 2%

O mercado português acentuou as quedas e recua agora mais de 2% penalizada pelo discurso do presidente do Banco Central Europeu. Mario Draghi afastou a hipótese do BCE se associar ao FMI para emprestar dinheiro aos países europeus em dificuldades. "O BCE não é membro do FMI", disse.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 08 de Dezembro de 2011 às 15:43
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As palavras de Mario Draghi lançaram uma onda vermelha sobre os mercados do Velho Continente. Lisboa, Milão e Paris perdem mais de 2%, enquanto Frankfurt e Amesterdão recuam mais de 1%. O pessimismo também atinge os mercados norte-americanos.

Apesar de ter anunciado um novo corte da taxa de juro e novos empréstimos à banca com prazo de três anos, Draghi continua irredutível em desempenhar um papel mais activo no combate à crise, acelerando as compras de dívida soberana no mercado secundário.

As palavras de Draghi tiveram um impacto imediato nos juros da dívida de Espanha e Itália. Os juros da dívida espanhola a dois anos sobem 18 pontos base para 4,57%, enquanto na maturidade a 10 anos a "yield" agrava-se em 24 pontos base para 5,67%. Na Itália a subida é semelhante, com o juro das obrigações a dois anos a avançar 20 pontos base para 5,85%, enquanto no prazo a 10 anos sobe 25 pontos base para 6,24%.

Tal como os juros da dívida, também os mercados bolsistas estão a reagir ao discurso do presidente do banco central da Zona Euro.

Banif resiste às quedas e ganha mais de 13%

O PSI-20 perde agora 2,12% para os 5.489,77 pontos, com 16 cotadas em queda, duas em alta e duas inalteradas. A Galp Energia, a Portugal Telecom e a EDP são os títulos que mais penalizam, ao caírem todas mais de 2%.

A petrolífera recua 2,91% para os 11,69 euros, a operadora cai 3,27% para os 4,736 euros e a eléctrica perde 2,14% para os 2,427 euros.

A Brisa é a cotada que mais perde, ao desvalorizar 7,38% para os 2,461 euros.

Neste ambiente de queda generalizada há uma cotada que se destaca pela positiva, ao subir mais de 13%. O Banif já esteve mesmo a ganhar perto de 40% e segue agora a subir 13,07% para os 0,372 euros, com mais de 1,2 milhões de títulos negociados.

A forte subida dos títulos já obrigou, por diversas vezes, à suspensão automática dos títulos e levou a CMVM a pedir esclarecimentos à administração do Banif. Fonte oficial do regulador disse ao Negócios que a administração do banco comunicou à CMVM que "não conhece qualquer informação que justifique" o comportamento dos títulos.

Os restantes títulos da banca negoceiam em terreno negativo. O BPI cai 3,94% para os 0,512 euros, o BES perde 2,31% para 1,182 euros e o BCP recua 0,78% para os 12,7 cêntimos.
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