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Bolsa nacional dispara com rumores de contra OPA do BPI

A bolsa nacional valorizava mais de 1%, negociando acima dos 10 mil pontos pela primeira vez desde Abril de 2001.O O PSI-20 subia 1,44% impulsionado principalmente pelo Banco Comercial Português, que disparava mais de 7% perante rumores de uma contra OPA

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 15 de Março de 2006 às 11:00
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A bolsa nacional valorizava mais de 1%, negociando acima dos 10 mil pontos pela primeira vez desde Abril de 2001.O O PSI-20 subia 1,44% impulsionado principalmente pelo Banco Comercial Português, que disparava mais de 7% perante rumores de uma contra OPA do BPI.

O principal índice da bolsa nacional cotava nos 10.079,03 pontos com nove acções a subir e 11 em queda, registando uma subida destacada entre as principais praças europeias e com uma liquidez considerável, com mais 200 milhões de euros negociados até ao momento.

O Banco Comercial Português [bcp] somava 7,87% para os 2,74 euros, já com 38,75 milhões de títulos negociados. As acções do banco chegaram a subir 10,24% para 2,80 euros, atingindo o valor mais alto desde Julho de 2002 com rumores de que o BPI está a preparar uma contra OPA sobre o maior banco privado nacional.

Segundo operadores contactados pelos Jornal de Negócios online, o mercado acredita que a operação estará a ser preparada em conjunto com os dois maiores accionistas de referência, La Caixa e Itaú.

«Existe a possibilidade forte de poder haver uma contra-OPA. A valorização do BCP não é normal, nomeadamente quando subiu mais de 4% depois de ter anunciado que poderia ter que fazer um aumento de capital para financiar a OPA sobre o Banco BPI. A subida das acções do BCP indicia que além de comprador o banco presidido por Paulo Teixeira Pinto pode também vir a ser alvo do BPI ou de um qualquer banco estrangeiro», disse Luís Duarte, operador do CaixaBI.

O Banco BPI [bpin] seguia, por outro lado, em queda de 2,39% para os 5,72 euros e o Banco Espírito Santo [besnn] escorregava 0,13% para os 15,08 euros.

A impulsionar seguia também a Energias de Portugal [edp] com uma subida de 0,68% para os 2,97 euros bem como a Sonae SGPS [son] que ganhava 0,75% para os 1,34 euros. O Deutsche Bank passou a deter mais de 2% do capital da Sonae SGPS depois de ter adquirido cerca de 33,9 milhões de acções dessa sociedade, revelou a «holding» presidida por Belmiro de Azevedo em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Ainda a subir seguia a Portugal Telecom [ptc] com uma valorização de 0,10% para os 10,04 euros. João Pereira Coutinho afirmou ontem em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que está a «efectivamente a manter conversações com investidores nacionais e estrangeiros no sentido de estudar a viabilidade e de preparar, eventualmente, uma oferta concorrente» sobre o Grupo Portugal Telecom.

Em queda de 0,38% para os 7,78 euros seguia a Brisa [brisa] corrigindo dos ganhos da sessão de ontem ter atingido máximo histórico a beneficiar do reforço no seu capital por parte da FMR e Fidelity. A FMR e a Fidelity anunciaram que em conjunto detêm 1,73% do capital da Brisa, o que, segundo o BPI, sinaliza que os investidores estão a aumentar as suas participações na empresa o que está a suportar o preço das acções.

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