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Bolsa nacional em alta com quatro cotadas em máximos

A bolsa nacional mantém a tendência de ganhos, numa altura em que a Altri, a Portucel, a Nos e a EDP Renováveis já tocaram em máximos de, pelo menos, cinco anos.

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Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 13 de Março de 2015 às 10:22
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O PSI-20 sobe 0,50% para 5.748,59 pontos, com 12 cotadas em alta, cinco em queda e uma inalterada. O principal índice bolsista nacional prepara-se para terminar a semana com um ganho de 1,08%, continuando assim a recuperar das perdas recentes e negociando já em níveis idênticos aos observados em Setembro do ano passado.

 

A bolsa nacional segue assim com a maioria das cotadas em alta, com destaque para quatro empresas que negoceiam em máximos.

 

O sector do papel continua em alta, com a Altri – empresa liderada por Paulo Fernandes, que também lidera a Cofina, dona do Jornal de Negócios – a subir 0,46% para 3,469 euros, tendo já tocado nos 3,50 euros, o que corresponde a um máximo histórico. Já a Portucel, que já tocou esta sexta-feira, 13 de Março, num máximo histórico (4,18 euros), já inverteu a tendência e perde 0,24% para 4,14 euros.

 

Estas cotadas têm vindo a subir e a renovar máximos, a beneficiar da queda do euro, que tem atingindo mínimos de 2003. A Altri e a Portucel beneficiam com o efeito cambial da queda do euro pois vendem a matéria-prima que fabricam em dólares, conseguindo assim receitas mais elevadas quando as vendas são convertidas para a moeda europeia.

 

Em máximos de Agosto de 2008 está também a Nos, depois de ter tocado nos 6,08 euros. As acções da empresa liderada por Miguel Almeida sobem 0,80% para 6,075 euros.

 

Destaque ainda para a EDP Renováveis, cujas acções estão a apreciar 0,63% para 6,272 euros, depois de já ter tocado num máximo de Janeiro de 2010 (6,30 euros). Ainda no sector da energia, a EDP está a ganhar 0,62% para 3,428 euros.

 

Já a Galp contraria esta tendência e cai 1,08% para 9,635 euros, preparando-se para terminar a semana com uma queda superior a 6%, depois de ter revisto em baixa as suas estimativas de investimento para os próximos anos, essencialmente devido à queda do petróleo e ao caso de corrupção que tem assolado a Petrobras no Brasil.

 

Na banca o sentimento é misto, com o BCP a subir 0,45% para 8,8 cêntimos, enquanto o  BPI desce 1,25% para 1,421 euros, num altura em que se aguardam desenvolvimentos em relação ao futuro do banco liderado por Fernando Ulrich. Os representantes do grupo La Caixa na administração do BPI estão em Lisboa para participar pessoalmente na reunião do conselho do banco que vai ser palco do primeiro frente-a-frente oficial entre o grupo catalão e Isabel dos Santos. Depois de terem estado ausentes do encontro que avaliou a sua oferta pública de aquisição (OPA) sobre o BPI, os catalães fazem questão de marcar presença na primeira reunião regular da administração, que pode transformar-se num embate entre os dois maiores accionistas da instituição. Ou dar início a um processo negocial.

 

O Banif está estável nos 0,8 cêntimos, numa semana em que se prepara para ser a "estrela" do principal índice, ao acumular um ganho superior a 18%.

 

A contribuir para a subida do PSI-20 está também o sector do retalho, com a Jerónimo Martins a apreciar 1,82% para 11,175 euros e a Sonae SGPS a crescer 1,85% para 1,377 euros.

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