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Bolsa fecha em alta ligeira sustentada pela Jerónimo Martins e CTT

A praça lisboeta fechou em alta ligeira, na quarta sessão consecutiva a negociar em terreno positivo. Jerónimo Martins, CTT e Nos foram as cotadas que mais apoiaram o PSI-20 num dia em que as praças europeias também registaram ganhos.

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David Santiago dsantiago@negocios.pt 19 de Outubro de 2015 às 16:45
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O PSI-20 encerrou a sessão bolsista desta segunda-feira, 19 de Outubro, a somar ligeiros 0,08% para 5.392,98 pontos, com oito cotadas a negociar em alta e as restantes 10 em queda. Numa sessão em que alternou entre ganhos e perdas, o principal índice nacional conseguiu acompanhar a tendência registada pela generalidade das principais praças europeias que também negociaram em alta apoiadas nos ganhos de algumas empresas como foi o caso da Danone que registou vendas de 5,64 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma subida de 4,2% em termos homólogos. O Stoxx 600, que é o índice de referência europeu, fechou a sessão de hoje a somar 0,31% para 364,25 pontos, no terceiro dia seguido a valorizar.

A impulsionar de forma mais determinante a bolsa nacional esteve a Jerónimo Martins que apreciou 1,15% para 12,725 euros. Mas num dia em que houve mais cotadas em queda do que em alta, a Sonae perdeu 0,44% para 1,121 euros.

 

Também os CTT apreciaram 1,30% para 10,14 euros, no dia em que a unidade de investimento do BPI estimou que os correios nacionais obtenham um aumento próximo dos 12% dos lucros nos primeiros nove meses deste ano comparativamente ao período homólogo.

 

Ainda a negociar no verde esteve a Nos que avançou 0,78% para 7,222 euros. Já a Pharol cedeu 0,58% para 0,34 euros.

 

Já na banca o sentimento foi misto. O BCP recuou 1,05% para 0,0563 euros, depois de o Deutsche Bank ter estimado que o banco liderado por Nuno Amado só irá concluir o reembolso das obrigações convertíveis (CoCo’s) em 2017.

 

Ainda em relação ao BCP, o presidente da República polaca defendeu, no passado domingo, que a conversão dos empréstimos indexados ao franco suíço, uma medida que impacta no Bank Millennium, detido pelo BCP, para a divisa polaca (zlotys) deve ser feita com razoabilidade.

 

Já o BPI somou 0,47% para 1,065 euros, no dia em que o germânico Deutsche Bank elegeu o banco liderado por Fernando Ulrich como um dos preferidos entre os bancos ibéricos. O Deutsche Bank também reviu em alta o preço-alvo dos títulos do BPI de 1,05 para 1,25 euros e subiu a recomendação de "manter" para comprar".

 

Por fim, o Banif caiu 5,56% para 0,0034 euros numa sessão em que o banco liderado por Jorge Tomé estabeleceu um novo mínimo histórico ao transaccionar nos 0,0033 euros.

 

Dia de perdas também para o sector energético. A EDP recuou 0,50% para 3,382 euros, a EDP Renováveis deslizou 0,32% para 6,144 euros, enquanto a Galp Energia perdeu 0,82% para 9,721 euros, acompanhando a tendência de forte queda do preço do petróleo nos mercados internacionais.

 

O Brent, negociado em Londres e utilizado como valor de referência para as importações nacionais, segue a descer 3,01% para 48,94 dólares por barril, tal como o West Texas Intermediate (WTI) que está a cair 2,12% para 46,26 dólares. A justificar a queda da matéria-prima está a expectativa de que os níveis de oferta do "ouro negro" poderão ir caindo gradualmente, especialmente numa altura em que a economia chinesa (a China é um dos maiores importadores mundiais de petróleo) cresceu 6,9% no trimestre findo em Setembro, um resultado que superou as estimativas dos analistas.

(Notícia actualizada às 16h51)

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