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Bolsa nacional em máximos com EDP, PT e BCP a subirem mais de 1%

A bolsa nacional seguia a negociar em máximo de quatro anos e meio, impulsionada pelos ganhos de mais de 1% da Energias de Portugal, da Portugal Telecom e do BCP. O PSI-20 ganhava 1,11%, seguindo a tendência de ganhos das congéneres europeias.

Paulo Moutinho 03 de Janeiro de 2006 às 12:49
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A bolsa nacional seguia a negociar em máximo de quatro anos e meio, impulsionada pelos ganhos de mais de 1% da Energias de Portugal, da Portugal Telecom e do BCP. O PSI-20 ganhava 1,11%, seguindo a tendência de ganhos das congéneres europeias.

O índice nacional cotava nos 8.697,47 pontos, numa sessão em que dez cotadas negociavam em alta, sete recuavam e três seguiam inalteradas. Os ganhos da praça nacional seguiam a tendência dos restantes mercados europeus, que subiam, impulsionados pelas companhias petrolíferas.

A Energias de Portugal [edp] cotava nos 2,64 euros, a ganhar 1,54%. Os títulos da eléctrica avançavam, um dia depois de João Talone ter formalizado a sua saída da presidência da EDP.

A operadora de telecomunicações Portugal Telecom [ptc] subia 1,99% para os 8,71 euros, seguindo a tendência do sector europeu das telecomunicações, que está a beneficiar da recomendação em alta da JP Morgan para o sector. Os títulos da PT continuam ainda a ser impulsionados pelo facto de o assunto «golden-share» estar ainda «em cima da mesa» criando a expectativa de que «a operadora possa ser um alvo potencial», afirmou o analista Pedro Santos do BCP Investimento ao Jornal de Negócios Online.

Na banca, o BCP [bcp] liderava os ganhos, ao avançar 1,29% para os 2,36 euros. O banco BPI [bpin] cotava nos 3,84 euros, a recuar 0,26% e o BES [besnn], que ontem tocou no máximo de Maio de 2004, ao avançar para os 14 euros, seguia hoje a negociar em queda de 0,81% para os 13,52 euros.

A impulsionar o índice seguiam também as acções da Sonae SGPS [son] que valorizavam 2,56% para os 1,20 euros. Os títulos da «holding» de Belmiro de Azevedo estão a beneficiar do facto de ontem o banco de investimento Caixa BI ter subido a recomendação da Sonae SGPS de «acumular» para «comprar» e ter revisto em alta o preço alvo para 1,45 euros.

No segundo dia de negociação dos direitos convertíveis da Sonae SGPS, as acções da Sonae Indústria [soni] estão a recuar 4,34% para os 5,51 euros. Os títulos da «nova» Sonae Indústria estão em queda pela quarta sessão consecutiva, das cinco em que está a negociar, tendo recuado mais de um euro por acção.

No restante grupo da Sonae, a Sonaecom [snc] descia 0,27% para os 3,68 euros e a Modelo Continente [mcon] seguia inalterada nos 1,93 euros.

A concessionária de auto-estradas Brisa [brisa] ganhava 0,84% para os 7,17 euros, com os analistas do BPI a afirmarem que a venda da posição da Brisa no capital da Energias de Portugal tem um impacto positivo nas acções da concessionária.

Os analistas Bruno Almeida da Silva e Ana Horno dizem que «estrategicamente isto é positivo porque implica que a Brisa se foque no seu negócio "core"» e recomendam «manter» as acções da Brisa com um preço alvo de 6,80 euros.

A Semapa [sema] negociava nos 6,87 euros, depois de ter renovado o máximo histórico nos 6,93 euros, depois de avançar 1,91%. A «holding» de Pedro Queiroz Pereira seguia a beneficiar de ter passado para o primeiro lugar da lista de acções com maior potencial de valorização do Millennium BCP. Os analistas do banco de investimento atribuem um potencial de valorização de 24% face ao fecho de sexta-feira, para os 8,45 euros, com a recomendação de «acumular» para as acções da Semapa.

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