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Bolsa nacional encerra pouco alterada; PSI20 cede 0,02% (act)

A Bolsa nacional encerrou pouco alterada, com as subidas do Banco Comercial Português (BCP) e da Portugal Telecom (PT) a serem compensadas pelas quedas da Brisa e do BPI. O PSI20 fechou a ceder 0,02%.

Negócios negocios@negocios.pt 26 de Julho de 2002 às 17:16
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A Bolsa nacional encerrou pouco alterada, com as subidas do Banco Comercial Português (BCP) e da Portugal Telecom (PT) a serem compensadas pelas quedas da Brisa e do BPI. O PSI20 fechou a ceder 0,02%.

O índice que agrega as 20 maiores empresas nacionais em termos de capitalização bolsista e liquidez [PSI20] encerrou a última sessão da semana nos 6.061,93 pontos.

A Euronext Lisbon negociou a maior parte do dia com quedas, mas a divulgação do índice de confiança dos consumidores norte-americanos pela Universidade de Michigan, que caiu menos que o esperado em Julho, veio impulsionar as praças americanas e permitir uma recuperação da Bolsa nacional.

A Brisa foi a empresa que mais contribuiu para a queda do índice, ao perder 1,77% para os 5 euros, depois da UBS Warburg ter baixado o preço-alvo da concessionária de auto-estradas de 7 para 6,50 euros mantendo, no entanto, a recomendação de «compra». Num relatório separado, a JP Morgan também baixou o preço-alvo da empresa para os 5,90 euros.

Ambos os bancos de investimento citaram a queda do tráfego no primeiro semestre para justificarem as revisões em baixa da empresa que negociou hoje mais 1,37 milhões de papéis.

O BPI [BPIN] desvalorizou 1,28% para os 2,31 euros, depois do banco liderado por Artur Santos Silva ter anunciado ontem que os lucros do primeiro semestre recuaram 1,4% para os 70,8 milhões de euros, um valor em linha com o intervalo inferior esperado pelos analistas, devido ao crescimento de 86,6% das provisões.

O Banco Espírito Santo (BES) [BESNN], que também apresentou resultados ontem, recuou 0,09% para os 11,27 euros. A instituição liderada por Ricardo Salgado revelou que os lucros caíram 3,7% devido ao abrandamento no crescimento do crédito a clientes e a uma subida de 7% nos custos operacionais.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] recuou 0,59% para os 1,68 euros, com mais de 3,28 milhões de acções negociadas, depois de ontem a eléctrica nacional ter valorizado mais de 6%.

O Banco Comercial Português (BCP) [BCP] cresceu 2,79% para os 2,95 euros no dia em que o banco belga Fortis aumentou a recomendação de «vender» para «reduzir».

A Portugal Telecom (PT) [PTC] progrediu 0,16% para os 6,18 euros, acompanhando a tendência das suas congéneres europeia. A Telefónica subiu 3,05%, a Vodafone cresceu 1,07%, enquanto a Telecom Italia valorizou 2,58%.

A ParaRede [PARA] manteve-se inalterada nos 22 cêntimos, depois de Manuel Sobral, ex-administrador e um dos fundadores da empresa, ter vendido a totalidade da sua participação no capital social da empresa de novas tecnologias, que era superior a 2% dos direitos de voto.

A Barbosa & Almeida [BBA], que hoje anunciou um crescimento nos lucros em quase oito vezes para os 3,1 milhões de euros na primeira metade deste ano, disparou 13,06% para os 17,75 euros, um novo máximo anual.

A Sonae SGPS [SON], que ontem registou uma valorização superior a 5%, caiu 1,82% para os 0,54 euros e a Jerónimo Martins [JMAR] fechou inalterada nos 6,50 euros.

A Portucel [PTCL] cedeu 1,65% para os 1,19 euros. O Banif Banco de Investimento manteve a preço-alvo de 1,50 euros para as acções da empresa, mas elevou a recomendação para «compra», depois da companhia ter registado resultados semestrais em linha com o previsto.

As acções da Sporting SAD deslizaram 3,69% para os 3,13 euros, com a especulação de que o melhor marcador europeu na época passada, Mário Jardel, possa vir a abandonar o clube de Alvalade. Os títulos da SAD do campeão nacional chegaram a registar uma queda máxima de 9,23%.

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