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Bolsa nacional entre as maiores perdas da Europa (act.)

A bolsa nacional encerrou em baixa, a acompanhar o movimento do resto da Europa, penalizada sobretudo pela Portugal Telecom.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 19 de Abril de 2010 às 16:46
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A bolsa nacional encerrou em baixa, a acompanhar o movimento do resto da Europa, penalizada sobretudo pela Portugal Telecom.

O PSI-20 fechou a ceder 1,06%, para se fixar nos 8.024,91 pontos, com 17 títulos em baixa e 3 em alta, numa sessão em que mudaram de mãos 54,2 milhões de acções. A praça lisboeta foi a segunda que mais caiu na Europa, com Atenas a liderar a tendência negativa ao acusar uma cedência de 2,47%.

No resto do Velho Continente, a tendência foi também de perdas generalizadas, num dia em que o risco da dívida grega disparou para um novo recorde e os juros da dívida aportuguesa acentuaram a subida. As atenções dos investidores continuam sobretudo centradas na Grécia, Portugal e Espanha devido aos receios relativos às contas públicas.

Além disso, a notícia de que a autoridade reguladora dos mercados de capitais nos EUA (SEC) acusou o Goldman Sachs e um dos seus vice-presidentes de defraudarem os investidores continua a penalizar as bolsas, já que o Reino Unido e a Alemanha decidiram também investigar o banco de investimento.

Por cá, a empresa que mais penalizou foi a Portugal Telecom, que caiu 1,60% para 8,216 euros, depois de ter visto a sua recomendação ser revista em baixa pelo Citigroup, de “comprar” para “manter”. O banco avalia agora os títulos da operadora em 8,5 euros, contra 8,8 euros anteriormente.

A Zon e Sonaecom acompanharam a tendência de queda, tendo sido também alvo de um corte da avaliação das suas acções pelo Citigroup. A empresa liderada por Rodrigo Costa perdeu 1,32% para 3,819 euros, e a tecnológica comandada por Ângelo Paupério depreciou-se 1,89% para 1,555 euros.

No caso da Zon, o “target” do Citigroup, que recomenda “comprar” as acções da tecnológica, desceu em 20% para os 5 euros. O banco considera que nos segmentos de banda larga e voz, a empresa deverá continuar a reportar um bom crescimento ao longo de 2010. Contudo, a concorrência da PT vai permanecer forte.

Quanto à Sonaecom, o Citigroup reduziu o seu preço-alvo de 2,10 euros para 1,90 euros, com uma recomendação de “manter”.

Na restante família Sonae, a tónica não fugiu à regra do dia, com excepção da Sonae Indústria, que foi uma das três empresa do PSI-20 a fechar alta.

A empresa comandada por Bianchi de Aguiar avançou 0,31% para 2,558 euros, no dia em que os analistas do BPI consideraram “positiva” a notícia de sexta-feira da alienação da Société Industrielle et Financière Isoroy SAS, proprietária da fábrica de Lure (França).

Em contrapartida, a Sonae SGPS fechou a depreciar-se 0,91% para 0,868 euros e a Sonae Capital mergulhou 1,59% para 0,62 euros.

Energia sem fôlego

O sector energético foi um dos que esteve hoje sobre pressão na Europa e por cá não foi excepção. A Galp Energia terminou a ceder 1,07% para 12,885 euros, de par com a queda dos preços do petróleo, depois de na sexta-feira ter perdido quase 4%. A petrolífera, cujas refinarias de Sines e do Porto entraram hoje em greve até quarta-feira, quebrou assim, na sessão de hoje, a fasquia dos 13 euros.

O reino EDP não escapou às descidas, com a empresa liderada por António Mexia a cair 0,94%, para 2,942 euros, e a EDP Renováveis a declinar 1,63% para 5,69 euros.

A empresa liderada por Ana Maria Fernandes, que na semana passada foi alvo de várias revisões em baixa do seu preço-alvo, viu agora a Libertas Capital Corporate Finance iniciar a sua cobertura com uma avaliação de 6 euros para as suas acções – uma das mais baixas que lhe foram atribuídas recentemente. A recomendação da Libertas para a EDP Renováveis é de “manter”.

Por seu turno, a REN encerrou em baixa de 0,90% para 2,85 euros. Na sexta-feira, a energética anunciou a apresentação de candidatura para um financiamento de 150 milhões de euros junto do Banco Europeu de Investimento (BEI), no âmbito de um pacote de investimentos que soma 302 milhões de euros.

Banca no vermelho

O segundo título que mais pressionou o índice de referência nacional foi o BES, que se depreciou 1,97% para se fixar nos 3,89 euros.

Na restante banca, a tendência foi igualmente de cedências, já que os títulos financeiros estão a ser bastante pressionados pelas notícias relativas aos défices públicos de alguns países europeus e pela investigação a que o Goldman Sachs está a ser sujeito. O BPI resvalou 1,92% para 1,886 euros, ao passo que o BCP cedeu 0,37% para 0,806 euros.

Na sexta-feira, o banco liderado por Fernando Ulrich dá o pontapé de arranque da época de apresentação de resultados do primeiro trimestre entre os títulos do PSI-20.

Sector da construção: fechado para obras?

O sector da construção continua a não conseguir recuperar. A cimenteira Cimpor cedeu 1,22% para 5,266 euros e a a Mota-Engil desvalorizou 1,40%, para 3,174 euros.

Fora do PSI-20, a Teixeira Duarte manteve-se nos 1,04 euros, enquanto a Soares da Costa registou um decréscimo de 1,87% para 1,05 euros.

No sector da pasta e papel, a Semapa foi uma das excepções às quedas, ao ganhar 2,38% para se fixar acima dos 8 euros, nos 8,099 euros.

Em contrapartida, a Portucel fechou a resvalar 1,66% para 2,016 euros, ao passo que a Altri registou uma queda de pouca amplitude: 0,02% para 4,894 euros. Ainda no papel, a Inapa declinou 0,49% para 0,608 euros.


Veja também:

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