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Bolsa nacional ganha terreno com energia e construção

A bolsa nacional terminou a subir mais de 1,7%, impulsionada pelo sector energético e da construção e também pelos ganhos das congéneres europeias. O PSI-20 valorizou 1,71%, essencialmente sustentado pela Galp Energia, EDP e Cimpor.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 01 de Fevereiro de 2008 às 17:18
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A bolsa nacional terminou a subir mais de 1,7%, impulsionada pelo sector energético e da construção e também pelos ganhos das congéneres europeias. O PSI-20 valorizou 1,71%, essencialmente sustentado pela Galp Energia, EDP e Cimpor.

O principal índice da bolsa nacional cotou nos 11.354,40 pontos, com 15 títulos a subir, quatro a descer e um inalterado.

Os restantes índices europeus também estão a subir fortemente, sustentados pela OPA da Microsoft sobre a Yahoo! e pelos ganhos no sector mineiro, depois de a Alcoa e a Aluminium Corp. of China terem desafiado a OPA da BHP Billiton sobre a Rio Tinto. As duas empresas compraram uma participação no valor de 14 mil milhões de dólares na Alcoa mas referiram que não pretendem fazer uma oferta de compra à companhia mineira. No Velho Continente, os 18 sectores industriais do Dow Jones Stoxx 600 subiram todos, à excepção do farmacêutico.

O sector da energia deu um forte estímulo à bolsa nacional, que fechou com seis empresas a ganharem mais de 5%.

A Galp Energia [galp pl] subiu 5,54%, para 16 euros. A empresa liderada por Ferreira de Oliveira tem estado a recuperar das quedas que se seguiram ao anúncio da saída da Iberdrola do seu capital. Um analista de um banco suíço disse hoje que a venda da empresa espanhola aumentou o "free float" da Galp em 25%, o que também contribuiu para o movimento de subida.

A EDP também fugiu à tendência de baixa dos preços da energia hoje nos mercados internacionais e registou um acréscimo de 2%, para 4,345 euros.

A Cimpor [cimp] fechou nos 5,53 euros, a apreciar 5,23%, estimulada pela notícia do Jornal de Negócios de que Joe Berardo vai entrar na disputa pelo controlo da construtora.

Ainda no sector da construção, a Mota-Engil [egl] também ganhou terreno, impulsionada pelo facto de o seu consórcio formado com a Brisa para um concurso a uma concessão rodoviária na Roménia ser considerado potencialmente positivo pelos analistas do BPI, uma vez que pode fortalecer a sua presença internacional.

A Brisa [brisa] também foi sustentada por esta avaliação, com um ganho de 1,81%, ao fixar-se em 10,10 euros.

No Grupo Sonae, a Sonaecom [snc] foi a grande vedeta, com uma valorização de 8,70%, para 2,50 euros, a acopmpanhar os ganhos no sector tecnológico europeu, num dia marcado pela OPA da Microsoft sobre a Yahoo! A Sonae SGPS [son] terminou inalterada e a Sonae Indústria [soni] ganhou 4,17%, para 4,75 euros.

Fora do PSI-20, a Sonae Capital [sonc] manteve os mesmos valores da véspera, nos 1,81 euros, ainda longe do preço-alvo de 3 euros que lhe foi atribuído esta semana pelo Santander.

O sector da banca esteve misto, com o BES [besnn] a subir 1,19%, para 11,91 euros. O banco reforçou o seu balanço pela segunda vez em menos de um mês, com a emissão de mil milhões de dólares (680 mil euros) em obrigações convertíveis em acções do Bradesco, onde a instituição liderada por Ricardo Salgado detém uma participação directa de 4,8%, noticia hoje Jornal de Negócios.

O BPI [bpi] recuou 5,27%, para 3,495 euros, e o Millennium bcp [bcp] cedeu 2,16% para se cotar em 2,04 euros.

As acções da Portucel [ptcl] dispararam com a notícia, divulgada hoje no Jornal de Negócios, de que poderá vir a fornecer a Staples internacional.

A empresa encerrou a ganhar 4,15%, para 2,01 euros. Segundo declarações ao Jornal de Negócios do director-geral da Staples Portugal, Carlos Maia, "em cima da mesa está a possibilidade de a Portucel vir a ser a fornecedora de papel de material de escritório à casa-mãe norte-americana", o que implicará fornecer não só Portugal mas também os 27 países onde a retalhista tem presença. Os analistas do BPI, na nota de "research" de hoje, salientam que este potencial acordo será "extremamente positivo" caso se confirme.

As notícias relativas à empresa produtora de pasta e papel contribuíram para estimular as congéneres do sector, com a Semapa e a Altri a ganharem 3,32% e 1,51%, respectivamente.

Do lado das perdas, a Jerónimo Martins [jmar] e a Portugal Telecom [ptc], que ontem foram as principais impulsionadoras do PSI-20, estiveram hoje a pressionar para a baixa.

A empresa liderada por Luís Palha mostrou grande volatilidade, fechando a ceder 0,82%, para 5,44 euros, depois de ter chegado a atingir durante a sessão um máximo do último ano, nos 5,73 euros. A Lisbon Brokers reviu em alta as suas previsões de vendas da retalhista depois dos números preliminares avançados pela empresa a 17 de Janeiro, reiterando a recomendação de "comprar" e o preço-alvo de seis euros.

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