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Bolsa nacional inicia semana em terreno negativo

O mercado accionista português seguia a negociar em queda, pressionado pelos pesos-pesados Portugal Telecom (PT), Banco Comercial Português (BCP) e Banco Espírito Santo (BES). Na primeira sessão da semana, o PSI-20 perdia 0,63% enquanto os restantes índices europeus negociavam sem uma tendência definida.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 04 de Agosto de 2008 às 11:27
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O mercado accionista português seguia a negociar em queda, pressionado pelos pesos-pesados Portugal Telecom (PT), Banco Comercial Português (BCP) e Banco Espírito Santo (BES). Na primeira sessão da semana, o PSI-20 perdia 0,63% enquanto os restantes índices europeus negociavam sem uma tendência definida.

O índice de referência da bolsa portuguesa descia para os 8.331,72 pontos, com seis cotadas em alta, 13 em queda e uma estável. Na Europa, o sentimento era misto num dia em que o petróleo voltava a transaccionar em alta, os resultados do HSBC superaram as estimativas dos analistas, e os lucros da Nissan recuou.

Depois de, na semana passada, várias cotadas terem divulgado as suas contas dos primeiros seis meses do ano, esta semana, as atenções voltam-se para os números da Galp Energia e da PT.

A operadora liderada por Zeinal Bava seguia a desvalorizar 1,51% para os 6,87 euros. A companhia anuncia os seus resultados do primeiro semestre de 2008 na próxima quinta-feira e o Caixa BI estima uma queda de cerca de 39,7% nos lucros da PT para os 258,9 milhões de euros.

No sector financeiro, todos os títulos acompanham o sentimento negativo, com as acções do BPI a cotar nos 2,36 euros, o que representava um recuo de 0,63%. O BCP perdia 1,76% para os 1,115 euros e o BES depreciava 0,84% para os 9,435 euros, depois de na semana passada ter reportado uma queda de 28% no seu resultado líquido, entre Janeiro e Junho deste ano.

Em queda seguia também a Galp, com as acções a tocar nos 11,67 euros. A petrolífera recuava 0,43% penalizada pelo corte no preço-alvo por parte da Lisbon Brokers. A casa de investimento reduziu a avaliação para as acções da empresa liderada por Ferreira de Oliveira para os 16 euros dos 19 euros anteriores, mantendo a recomendação de “forte compra”.

Ainda no sector energético, a EDP Renováveis recuava 0,81% para os 6,15 euros, uma tendência que era acompanhada pela Energias de Portugal (EDP) que recuava 0,15% para os 3,415 euros. A Redes Energéticas Nacionais (REN) contrariava o sentimento negativo e subia 1,40% para os 2,89 euros.

A cair mais de 1% seguia a Zon Multimédia, cujas acções valiam 6,10 euros.

Na família Sonae, a “holding” do grupo cedia 2,90% para os 0,67 euros e a Sonae Indústria desvalorizava 1,16% para os 2,55 euros. Apenas a Sonaecom não negociava em terreno negativo ao subir 0,26% para os 1,955 euros.

Do lado dos ganhos, destaque para a Brisa que ganhava 1,81% para ps 6,76 euros, e travava maiores quedas da bolsa nacional. A Portucel subia 0,55% para os 1,82 euros e a Jerónimo Martins apreciava 0,48% para os 5,215 euros. A retalhista apresentou as suas contas semestrais na semana passada, divulgando uma subida de 55,5% nos seus lucros para os 64,8 milhões de euros, o que levou várias casas de investimento a rever em alta o preço-alvo para a companhia.

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