Bolsa Bolsa nacional perde mais de 0,5% penalizada pelas quedas do sector energético

Bolsa nacional perde mais de 0,5% penalizada pelas quedas do sector energético

A bolsa lisboeta fechou a semana a ceder mais de meio por cento, pressionada pelas perdas registadas pelo sector energético, em especial a Galp, que caiu mais de 1,5%, e pelo grupo EDP.
Bolsa nacional perde mais de 0,5% penalizada pelas quedas do sector energético
Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago 01 de abril de 2016 às 16:44

O PSI-20 encerrou a sessão bolsista desta sexta-feira, 1 de Abril, a ceder 0,61% para 4.989,78 pontos, com nove cotadas a negociar em queda e as restantes nove em alta, naquela que foi a segunda sessão consecutiva do principal índice nacional a negociar em terreno negativo. Isto depois de na última sessão ter encerrado o primeiro trimestre de 2016 com um saldo negativo de 5,5%.

 

A praça lisboeta acompanhou a tendência registada pela generalidade das praças europeias que também negociaram em queda pressionadas pelas desvalorizações das cotadas energéticas, em especial do sector petrolífero que segue pressionado pelo aumento da produção da OPEP.

 

Como na Europa, também em Portugal foi o sector energético que mais pressionou. A Galp Energia caiu 1,76% para 10,855 euros, numa altura em que o Brent, negociado em Londres e que serve de valor de referência para as importações nacionais, está a cair 4,09% para 38,68 dólares por barril.

 

O grupo EDP acompanhou a tendência, com a EDP a perder 1,28% para 3,086 euros, e a EDP Renováveis a recuar 1,40% para 6,616 euros.

 

Ainda a pressionar estiveram também os CTT com uma desvalorização de 1,03% para 8,185 euros. Também no vermelho negociou o BPI, que deslizou 1,36% para 1,237 euros.

 

Em sentido inverso e a impedir uma queda mais pronunciada da bolsa lisboeta esteve o BCP, que com uma subida de 0,28% para 0,0358 euros interrompeu uma série de cinco sessões seguidas no vermelho, período que ditou perdas para o banco liderado por Nuno Amado superiores a 600 milhões de euros.

 

De acordo com os analistas, o anúncio da fusão de 193 acções numa só e a intenção de abrir a porta à entrada de novos investidores serão factores que continuarão a condicionar o desempenho da maior instituição financeira privada nacional. 

Nota ainda para a REN que valorizou 1,60% para 2,928 euros numa sessão em que estabeleceu um máximo de Abril de 2010 ao tocar nos 2,929 euros por acção. 

Ainda em terreno positivo esteve o sector das telecomunicações, com a Nos a apreciar 0,38% para 5,882 euros e a Pharol a ganhar 1,49% para 0,136 euros. 

(Notícia actualizada às 16:49)




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