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Bolsa nacional perde quase 2% com fortes quedas da Galp, EDP e PT

Lisboa liderou as perdas na Europa, com um deslize de 1,94%, devido às fortes quedas de pesos pesados da bolsa nacional. A Galp e a EDP desvalorizaram mais de 3% enquanto a PT SGPS perdeu mais de 5%. Galp Energia e Mota-Engil atingiram inclusivamente mínimos.

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Rita Faria afaria@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 16:50
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A bolsa nacional encerrou esta quarta-feira, 10 de Dezembro, em terreno negativo pela terceira sessão consecutiva, com o PSI-20 a deslizar 1,94% para 4.976,52 pontos. Das 18 cotadas que compõem o índice, duas encerraram em alta e 16 em queda – duas das quais em mínimos.

 

Lisboa acompanhou a tendência negativa das principais praças europeias, pressionadas pelo desempenho das empresas do sector da energia, num dia em que os preços do petróleo deslizam cerca de 2% nos mercados internacionais.

 

As quedas da matéria-prima acentuaram-se, esta quarta-feira, depois de a OPEP ter revisto em baixa as projecções para a procura pelos seus barris de petróleo no próximo ano. As estimativas da organização acabaram por penalizar fortemente as energéticas que empurraram o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, para uma queda de 0,28%.

 

Foi precisamente uma empresa deste sector – a Galp Energia – uma das principais responsáveis pelo desempenho do PSI-20, com um recuo de 3,33% para 8,716 euros, o valor mais baixo desde Junho de 2012.

 

Ainda no sector da energia, a EDP caiu 3,02% para 3,336 euros, a EDP Renováveis perdeu 0,34% para 5,308 euros e a REN registou um ganho ligeiro de 0,28% para 2,485 euros.

 

A pressionar fortemente o principal índice da bolsa nacional esteve também a PT SGPS, que desvalorizou 5,20% para 1,204 euros, depois de a administração da empresa ter dito que os objectivos da oferta pública de aquisição (OPA), por parte de Isabel dos Santos, "não são suficientemente claros".

 

A administração presidida por João Mello Franco considera que os documentos apresentados pela empresária "são incompletos e imprecisos", não cumprindo em alguns pontos, "os requisitos legais quanto à qualidade da informação".

 

Por seu turno, a empresária acusou a empresa de deslealdade, por não ter sido dado oportunidade aos accionistas da PT SGPS de "se pronunciarem em alternativa pelo consentimento à venda e desmantelamento da PT" ou pela sua própria oferta.

 

Já a Nos perdeu 0,98% para 5,05 euros. 

 

No retalho a tendência foi igualmente negativa, com a Jerónimo Martins a cair 1,95% para 7,91 euros e a Sonae a deslizar 1,59% para 1,055 euros. Na banca, só o Banif escapou às perdas com uma valorização de 1,52% para 0,67 cêntimos. O BCP desceu 0,87% para 7,99 cêntimos e o BPI caiu 1,40% para 1,408 euros. 

 

Também na construção, o sinal foi negativo, com a Teixeira Duarte a perder 0,26% para 75,3 cêntimos e a Mota-Engil a recuar 0,17% para 2,862 euros, o valor mais baixo desde Setembro de 2013. 

 

(Notícia actualizada às 16h55 com mais cotações)

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