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Bolsa nacional segue a cair com PT e Sonae a pressionar

A bolsa nacional deslizava, à semelhança das congéneres europeias, pressionada pela PT e grupo Sonae. O PSI-20 caía 0,01%, com o sector «media» a corrigir dos máximos de ontem, com excepção da Cofina, que seguia a somar 1,04%.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 20 de Outubro de 2004 às 11:02
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A bolsa nacional deslizava, à semelhança das congéneres europeias, pressionada pela PT e grupo Sonae. O PSI-20 caía 0,01%, com o sector «media» a corrigir dos máximos de ontem, com excepção da Cofina, que seguia a somar 1,04%.

O principal índice da bolsa nacional [PSI-20] cotava nos 7.417,25 pontos, com oito acções a subir, seis em queda e seis inalteradas. A Brisa, a Cofina e a Gescartão seguiam em novos máximos.

As congéneres europeias também desvalorizavam pressionadas pelas tecnológicas que deslizaram após a Motorola ter dito que as receitas deste trimestre vão ficar abaixo do esperado pelos os analistas. O avanço do petróleo também pressionava os índices.

A Portugal Telecom (PT) [PTC] era o título que mais pressionava o índice, com uma desvalorização de 0,67% para os 8,96 euros, ao contrário da PT Multimédia [PTM] que avançava 0,06% para os 18,50 euros.

O grupo Sonae [son] era o segundo título a pressionar mais o PSI-20, deslizando 1,08% para os 0,92 euros. A Sonae Indústria [SONA] desvalorizava 1,11% para os 4,47 euros e Sonaecom [snc] perdia 0,90% para os 3,31 euros.

Os analistas do sector consideram pouco provável a saída da Europac da Gescartão, já que a empresa de papel «kraft» é uma parte importante dos negócios da espanhola. Os bancos sugerem antes a saída da Sonae, que deverá abandonar a empresa contra um preço atractivo. As acções da Gescartão valorizaram pela sexta sessão consecutiva, com um avanço de 2,80% para os 11 euros, valor máximo histórico.

O sector «media» corrigia os máximos ontem atingidos, com a Impresa [ipr] a perder 1,28% para os 4,62 euros depois de ontem ter tocado o máximo de Março de 2001 nos 4,70, enquanto a Media Capital [mcp] escorregava 0,19% para os 5,39 euros depois de ter conseguido ontem o máximo histórico nos 5,56 euros.

A Cofina [cofi] era a excepção do sector com uma valorização de 1,04% para os 3,90 euros – depois de ter tocado no máximo de Junho de 2000 nos 3,91 euros – após a administração ter ontem aprovado o projecto de cisão.

A Cofina SGPS ficará com a área de «media» e conteúdos, e uma nova «holding», a ser criada a partir da Celulose do Caima, e que também será admitida em bolsa, agregará as participações industriais do grupo. Este projecto deverá estar concluído em Fevereiro de 2005.

Em sentido contrário à tendência do índice PSI-20 seguia a Brisa, que subia 0,76% para os 6,66 euros. A concessionária de auto-estradas portuguesa alcançou esta manhã um novo máximo histórico, nos 6,67 euros.

O Banco Espírito Santo [BESNN] também impedia perdas maiores, com um avanço de 0,37% para os 13,40 euros, bem como o Banco BPI [BPIN] que valorizava 0,33% para os 3,02 euros.

O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] seguia inalterado nos 1,75 euros depois de ontem ter anunciado, já depois do fecho da bolsa, que os resultados líquidos ascenderam a 346,5 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, mais 10% que no mesmo período do ano passado e em linha com as previsões dos analistas. A instituição de Jardim Gonçalves anunciou ainda o pagamento de um dividendo intercalar de 0,03 euros.

A EDP – Energias de Portugal [EDP] seguia inalterada nos 2,33 euros.

A Comissão Europeia aprova hoje o Plano Nacional de Alocação de Emissões (PNALE) de Portugal, que permitirá ao país participar no mercado europeu a partir e 2005. No entanto, Bruxelas impôs uma redução das emissões propostas, noticia a agência Lusa.

O plano, enviado a Bruxelas pelo anterior executivo, previa a atribuição gratuita de um total de 116,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono entre 2005 e 2007 em 224 empresas de seis sectores de actividade.

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