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Bolsa nacional segue com fraca liquidez e acompanha queda da Europa

A Euronext Lisbon seguia a desvalorizar, pressionada pelos títulos da Vodafone Telecel, Sonae e BCP, que anulavam os ganhos da Brisa e PT Multimedia. Numa sessão de fraca liquidez o PSI 20 perdia 0,39%.

Negócios negocios@negocios.pt 23 de Dezembro de 2002 às 11:55
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A Euronext Lisbon seguia a desvalorizar, pressionada pelos títulos da Vodafone Telecel, Sonae e BCP, que anulavam os ganhos da Brisa e PT Multimedia. Numa sessão de fraca liquidez o PSI 20 perdia 0,39%.

O PSI20 marcava 5.855,65 pontos, com oito empresas a caírem, sete a subirem e cinco inalteradas, numa sessão de fraca liquidez devido ao período de férias de Natal. Depois de hoje a Bolsa nacional volta a negociar apenas na sexta-feira.

A Portugal Telecom [PTC] perdia 0,47% para os 6,29 euros e pouco mais de 500 mil acções transaccionadas. O Banif-Banco de Investimento manteve a recomendação de «compra» para as acções da operadora nacional de telecomunicações, mas baixou o preço-alvo em 4,4% para 8,31 euros.

A sua concorrente para a área das telecomunicações móveis, a Vodafone Telecel [TLE] regredia 2,22% para os 7,92 euros, em contraciclo com a casa mãe que progredia 1,32%. A SonaeCom [SNC] que controla a Optimus, perdia 2,33% para os 1,68 euros.

No sector da banca, os títulos do Banco Comercial Português [BCP] regrediam 0,83% para os 2,38 euros, sendo hoje o último dia para a subscrição de valores mobiliários convertíveis da instituição bancária liderada por Jardim Gonçalves. As acções do Banco Espírito Santo [BESNN] mantinham-se inalteradas nos 12 euros e os títulos do BPI [BPIN] desvalorizavam 0,45% para os 2,19 euros.

A Electricidade de Portugal [EDP] mantinha-se inalterada nos 1,65 euros. A eléctrica nacional anunciou que a oferta pública de aquisição (OPA) e pedido de renúncia sobre as obrigações da Escelsa foi concluída com sucesso, tendo sido apurado uma mais valia de 88,7 milhões de dólares (86,3 milhões de euros).

A Jerónimo Martins [JMAR] mantinha-se inalterada nos 7,29 euros. A empresa liderada por Alexandre Soares dos Santos chegou a um entendimento de princípio com um sindicato bancário com vista à recomposição da sua dívida financeira com vencimento em 2003 e satisfazer as necessidades de financiamento até Dezembro de 2004, incluindo a aquisição de 11% do Recheio SGPS, concretizada na sexta-feira.

A Brisa [BRISA] registava uma valorização de 1,13% para os 5,36 euros, impedindo maiores quedas no índice. A PT Multimédia ganhava 0,51% para os 9,95 euros, fixando um novo máximo anual.

Principais praças europeias mantém tendência de queda

As principais praças europeias seguiam a cair, com as empresas de telecomunicações a serem as mais prejudicadas. A Oftel, regulador de telecomunicações britânico, irá obrigar a BT a reduzir o preço cobrado pelas ligações de Internet, em 50%, e pelo aluguer de modems em um quinto, segundo a mesma fonte.

Em Madrid, o IBEX perdia 0,14%, com os títulos da Telefónica e do Banco Popular a arrastarem o índice. A Telefónica desvalorizava 0,23% para os 12,98 euros e o Banco Popular regredia 0,52% para os 39,79 euros.

O FTSE de Londres valorizava 0,25% com as acções da BP, Vodafone e Shell a impulsionarem a praça londrina. A BP progredia 1,68% para os 4,23 libras, a Vodafone trepava 1,10% para as 1,14 libras e a Shell subia 1,90% para as 4,02 libras.

Em Frankfurt, o DAX seguia com uma desvalorização de 1,98%, pressionado pelas acções DaimlerChrysler que perdiam 1,87% para os 29,83 euros.

O CAC40 de Paris seguia com uma desvalorização de 0,41%, com os ganhos dos títulos da petrolífera Total-Fina, que subia 2,11% para os 135,8 euros a serem anulados pela queda da Vivendi, que perdia 2,67% para os 15,65 euros.

Na Bolsa de Amesterdão o AEX perdia 0,33% devido aos títulos da Royal Dutch Petroleum e da Fortis.

Por Paulo Soares de Oliveira

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