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Bolsa nacional sobe impulsionada pelo sector da energia

Os ganhos registados pela Galp e pela EDP Renováveis foram suficientes para anular o impacto das quedas pronunciadas do BCP e BES.

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Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 28 de Julho de 2014 às 16:44
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PSI-20 subiu 0,29% para 6.468,40 pontos, com 13 acções em alta, cinco em queda e uma inalterada, numa altura em que o principal índice nacional só negoceia com 19 cotadas devido à expulsão da ESFG deste índice.

 

Entre os congéneres europeus a tendência é maioritariamente de queda, com os investidores receosos dos conflitos na Ucrânia e em Gaza.

 

Na bolsa nacional o destaque desta sessão foi a Galp Energia, que subiu 2,60% para 13,44 euros, no dia em que a petrolífera revelou que terminou o primeiro semestre do ano com um resultado líquido de 115 milhões de euros, menos 28,8% do que no ano passado. Nos três meses entre Abril e Junho, a petrolífera nacional registou lucros de 68 milhões de euros, menos 20,9% do que no ano passado. Os analistas consultados pela Reuters estimavam lucros de 48 milhões de euros.

 

Ainda a envolver a Galp esteve o comunicado divulgado esta manhã pela REN, em que revela que as duas empresas estabeleceram um acordo com vista à transferência de uma concessão de armazenamento subterrâneo de gás natural para a empresa liderada por Rui Vilar. A REN e a Galp estabeleceram um acordo em que a primeira adquiriu a concessão de armazenamento subterrâneo de gás natural à petrolífera por 71,7 milhões de euros. Esta operação fica a aguardar "aprovações legais." As acções da REN subiram 0,79% para 2,672 euros.

 

Do lado oposto, e travar a subida do índice esteve o BES, ao cair 3,56% para 43,4 cêntimos, numa altura em que se aguarda a divulgação do plano de Vítor Bento para o futuro do banco. O Negócios noticia esta segunda-feira que Vítor Bento se prepara para divulgar esta semana ao mercado o seu plano de acção futura no banco. Um documento que deverá dar uma ideia das traves mestras que o banqueiro pretende pôr em marcha para fazer face às perdas que a instituição vai registar por causa da sua exposição ao Grupo Espírito Santo (GES). Venda de activos e injecção de capital são duas alternativas em cima da mesa.

 

No mesmo sentido seguiu o BCP, ao perder 2,69% para 11,58 cêntimos, no dia em que se estrearam as novas acções emitidas no âmbito do aumento de capital. Os investidores estarão a tentar realizar mais-valias depois de terem comprado 34.487.542.355 acções, pagando 6,5 cêntimos por cada uma.

 

Esta segunda-feira será marcada também pela apresentação dos resultados do primeiro semestre do ano do BCP, com os números a serem conhecidos depois do fecho da bolsa. Já esta manhã se soube que a unidade polaca do banco fechou o primeiro semestre do ano com um lucro de 320 milhões de zlotys (cerca de 77 milhões de euros), o que representa uma melhoria de 26% quando comparado com igual período do ano passado.

 

Já o BPI fechou com um ganho de 1,31% para 1,543 euros e o Banif ganhou 2,13% para 0,096 cêntimos.

 

No sector das telecomunicações, a Portugal Telecom depreciou 1,24% para 1,758 euros, enquanto a Nos fechou estável nos 4,50 euros, no dia em que a Anacom determinou que o preço cobrado pelos operadores de telecomunicações aos concorrentes pela terminação de chamadas nas suas redes fixas irá baixar 39%. Depois de em 2013 estas tarifas terem caído cerca de 80%, ficarão agora em 0,068 cêntimos por minuto.

 

A Jerónimo Martins também contribuiu para a subida do índice, ao valorizar-se em 0,60% para 11,70 euros. A empresa liderada por Pedro Soares dos Santos vai revelar os seus resultados referentes ao primeiro semestre do ano na terça-feira, 29 de Julho, com os analistas consultados pela Reuters a estimarem uma quebra dos resultados de 3,3% no segundo trimestre do ano para 87 milhões de euros.

 

(Notícia actualizada às 16h50 com mais informação)

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