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Bolsa nacional termina dia a perder mais de 1% com receios sobre apoio político à troika

A bolsa nacional inverteu a tendência de subida registada até meio do dia, e fechou a desvalorizar 1,09%, num dia em que a tendência das restantes praças europeias foi mista. Os juros estiveram a subir 100 pontos e aproximando-se dos 8%.

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Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 12 de Julho de 2013 às 16:50
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O PSI-20, que até meio da manhã ignorou os cortes da Standard & Poor’s, fechou a cair 1,09% para 5.364,40 pontos, com 12 cotadas em queda, sete em alta e duas inalteradas, com os juros a chegarem a disparar 100 pontos e aproximarem-se dos 8%.

 

Entre as cotadas que mais penalizaram o índice estiveram as energéticas EDP e EDP Renováveis que caíram, respectivamente, 2,41% e 4,31% para 2,41 euros e 3,77 euros. Esta queda acontece num dia em que o “Cinco Días” escreve que o governo espanhol deverá anunciar um corte nos preços regulados da distribuição da energia. Esta é a razão para que o índice espanhol seja aquele que mais cai, já que está a ser fortemente penalizado pelas eléctricas.

 

Também a Portugal Telecom e o BES apresentam fortes quedas, com a operadora portuguesa a resvalar 3,18% para 2,71 euros, e o banco liderado por Ricardo Salgado a cair 2,01% para 0,584 euros.

 

Por outro lado, as taxas de juro implícitas das obrigações portuguesas sofreram uma nova escalada, num dia em que o debate do Estado da Nação trouxe novas ideias à imprensa internacional, levando os juros a disparar 100 pontos base para quase 8%. "Oposição quer uma renegociação do programa de ajuda" é o título de uma notícia da Reuters, que aumenta os receios em torno de Portugal.

 

“Temos de abandonar as políticas de austeridade. Temos de renegociar os termos do nosso programa de ajustamento.” “O primeiro-ministro tem de reconhecer publicamente que estas políticas de austeridade falharam”. Estas são as citações de António José Seguro que a Reuters põe no seu texto e que estão a ser interpretadas como um aumento da crise política. Isto apesar de não representarem uma novidade no discurso do líder do PS, que tem reclamado nos últimos meses uma mudança de políticas e uma renegociação no memorando de entendimento.

 

“Os investidores estão a ficar mais nervosos com a situação política” em Portugal, afirmou Paolo Batori, da Morgan Stanley, ao Financial Times. O mesmo responsável diz que passou a adoptar uma postura mais cautelosa em relação a Portugal, aconselhando mesmo aos clientes que reduzam a exposição a Portugal, nos momentos de subida do preço dos títulos. “Antes havia um compromisso a 100% de implementar o programa da troika. Agora os investidores estão a questionar essa âncora política chave”, acrescentou Paolo Batori ao FT.

 

No sentido oposto, e a impedir maiores quedas do índice nacional estiveram o BPI e a BCP, que subiram 1,52% e 1,16% para 0,87 euros e 0,087 euros, respectivamente. Os bancos liderados por Fernando Ulrich e Nuno Amado parecem, assim, não estar a ser afectados pela revisão de “ratings” da Standard & Poor’s para a banca portuguesa, onde a notação do BCP foi cortada, e três outros bancos foram colocados sob perspectiva “negativa”, onde o BPI já se encontrava.

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