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Bolsa portuguesa recua condicionada por EDP e PT

A bolsa nacional seguia em queda pressionada pela EDP e pela PT, com a Sonaecom e a Impresa a registarem novos máximos de 2001. O PSI-20 caía 0,12%, num dia em que as praças europeias seguiam mistas.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 14 de Dezembro de 2004 às 10:53
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A bolsa nacional seguia em queda pressionada pela EDP e pela PT, com a Sonaecom e a Impresa a registarem novos máximos de 2001. O PSI-20 caía 0,12%, num dia em que as praças europeias seguiam mistas.

As congéneres europeias negociavam mistas, com a Vodafone a liderar as perdas, depois da Goldman Sachs ter revisto em baixa a recomendação para as acções da operadora. Os analistas da empresa reduziram o «rating» da Vodafone, de «outperform» para «in-line».

O PSI-20 [psi20] recuava 0,12% para os 7.546,01 pontos com nove títulos a cair, seis a subir e cinco inalterados.

A Energias de Portugal (EDP) [edp] perdia 0,45% para os 2,22 euros. A EDP tenciona exercer a opção de compra dos 20% da Turbogás detidos pela International Power, anunciou hoje a eléctrica. O investimento nesta operação será de 55,6 milhões de euros.

Os preços de electricidade praticados em Portugal são mais caros do que em Espanha, tanto para os consumidores domésticos como para os industriais, segundo um estudo realizado pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. A conclusão da ERSE coincide com um estudo da EDP apresentado no final de Novembro.

A Portugal Telecom (PT) [ptc] depreciava 0,33% para os 9,2 euros, enquanto a sua participada PT Multimédia [ptm] avançava 0,11% para os 17,72 euros.

A Impresa [ipr] subia 0,55% para os 5,45 euros, depois de ter renovado o novo máximo de Março de 2001 nos 5,48 euros. O restante sector de «media» seguia com a Cofina [cofi] estável, nos 3,7 euros e com a Media Capital [mcp] a perder 0,19% para os 5,19 euros.

A Sonaecom [snc] cotava nos 3,86 euros, sem variação, depois de ter alcançado novo máximo desde Maio de 2001 nos 3,94 euros. A empresa fez alterações no serviço «Optimus Home» para que este pudesse ser aprovado pela Anacom. A entidade reguladora aceitou as mudanças, o que é considerado pelos analistas do BPI com um impacto «positivo».

O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] ganhava 1,09% para os 1,86 euros, com 3,4 milhões de acções negociadas. Ontem o BCP foi alvo de uma passagem de um bloco de 24 milhões de acções a 1,80 euros às 8h3m da manhã, depois de na sexta-feira, o BCP também se ter observado uma passagem de um bloco com 40,12 milhões de títulos negociados a 1,80 euros às 12h11m, uma situação considerada «normal» no final do ano.

O Banco Espírito Santo (BES) [besnn] transaccionava nos 13,1 euros, sem alteração, enquanto o Banco BPI [bpin] caía 0,66% para os 3,01 euros.

A Brisa [brisa] desvalorizava 0,6% para os 6,62 euros e a Cimpor [cimp] perdia 0,24% para os 4,18 euros.

A Gescartão [gct] apreciava 2,64% para os 10,88 euros. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) deverá tomar uma decisão sobre a obrigatoriedade de lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Gescartão já no final desta semana.

A Euronext Lisboa irá anunciar a partir de hoje a nova composição do PSI20, que entrará em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2005.

A Reditus [red], que é vista como uma das entradas no PSI-20, subia 1,1% para 2,76 euros. A empresa duplicou o seu valor de mercado em pouco mais de 11 meses.

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