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Bolsa pressionada por EDP e BCP cai menos que Europa

A bolsa nacional seguia em queda inferior à das bolsas europeias, pressionada pela Energias de Portugal e pelo BCP. O PSI-20 deslizava 0,91%, com a Gescartão a travar perdas maiores.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 25 de Outubro de 2004 às 10:30

A bolsa nacional seguia em queda inferior à das bolsas europeias, pressionada pela Energias de Portugal e pelo Banco Comercial Português. O PSI-20 deslizava 0,91%, com a Gescartão, que atingiu um máximo histórico sexta-feira nos 12 euros, a travar perdas maiores.

O principal índice da bolsa nacional cotava nos 7.389,50 pontos com 14 títulos a cair, quatro inalterados e apenas dois a valorizar. As bolsas europeias desvalorizavam todas mais de 1% pressionadas pela subida do petróleo e do euro.

A Energias de Portugal (EDP) [EDP] era quem mais pressionava o índice, já que escorregava 1,69% para os 2,32 euros. A Agência Nacional de Energia Eléctrica (Aneel), regulador da electricidade no Brasil, decidiu rever em baixa os aumentos aplicados pela Bandeirante desde Outubro de 2003, o que terá um impacto negativo de 66 milhões de reais (18 milhões de euros) nos lucros da EDP no terceiro trimestre deste ano, anunciou a eléctrica em comunicado.

O Banco Comercial Português (BCP) [BCP] corrigia dos ganhos de sexta-feira, onde atingiu uma valorização máxima de 2,27% após o Santander ter subido o preço alvo do banco de 2 para 2,5 euros e a Goldman Sachs ter mantido a recomendação para os títulos do banco de Jardim Gonçalves. Os títulos desta instituição bancária desvalorizavam 1,12% para os 1,77 euros.

A Pensõesgere, a sociedade gestora do Millennium bcp, encontra-se no primeiro lugar na tabela de entidades gestoras de fundos de pensões, com mais de 4,6 mil milhões de euros sob gestão, seguida da CGD Pensões, com 2,75 mil milhões de euros, de acordo com o primeiro relatório relativo a esta classe de fundos divulgado pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios.

Na restante banca, o Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] também desvalorizava 0,37% para os 13,45 euros, bem como o Banco BPI [BPIN], que deslizava 0,99% para os 3,01 euros.

A Portugal Telecom (PT) [PTC] com perdas de 0,67 % para os 8,84 euros, era o terceiro título que mais influência tinha no índice. A PT Multimédia [PTM] deslizava 1,20% para os 18,10 euros. A PT deverá ter registado lucros de 142 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, mais 4,9% que no mesmo período do ano passado, segundo as previsões da Goldman Sachs, que prevê uma deterioração das margens da empresa no Brasil.

A Brisa também perdia 0,90% para os 6,58 euros. Em sentido contrário seguia a Gescartão, com uma valorização de 3,24% para os 11,80 euros. A empresa valorizou um máximo de 9,19% para os 12 euros – novo máximo histórico – na sexta-feira. A Sonae quer ter o assunto Gescartão resolvido até ao final do ano, soube o Jornal de Negócios. Uma fonte oficial do grupo escusou-se a comentar este objectivo e recordou apenas que, já em Março, Belmiro de Azevedo havia declarado que pretendia uma «clarificação» entre os accionistas da Gescartão até ao Verão.

A Semapa também travava maiores perdas com um avanço de 0,48% para os 4,21 euros.

O sector «media» seguia em queda, com a Media Capital a perder 0,38% para os 5,26 euros, com a Impresa [IPR] – que atingiu máximo desde Março de 2001 na sexta-feira nos 4,78- a desvalorizar 1,27% para os 4,67 euros e com a Cofina [COFI] a deslizar 1,55% para os 3,81 euros.

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