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Bolsa regista pior trimestre desde falência do Lehman Brothers

A bolsa nacional encerrou o primeiro trimestre de 2010 em queda, o pior desde a falência do Lehman Brothers, apesar de registar uma subida na semana que termina hoje. A contribuir para as quedas estiveram os receios em torno do défice dos países mais endividados da Europa.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 01 de Abril de 2010 às 13:12
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A bolsa nacional encerrou o primeiro trimestre de 2010 em queda, o pior desde a falência do Lehman Brothers, apesar de registar uma subida na semana que termina hoje. A contribuir para as quedas estiveram os receios em torno do défice dos países mais endividados da Europa.

A bolsa nacional caiu 4,27% no primeiro trimestre de 2010, naquela que foi a maior descida desde que o PSI-20 perdeu 21% nos últimos três meses de 2008, período em que se deu a falência do Lehman Brothers. Este é o segundo trimestre consecutivo de perdas, o que compara desfavoravelmente com o índice de referência para a Europa, Stoxx 600, que sobe há quatro trimestres.

A pressionar o índice português estiveram os receios em tornos dos défices orçamentais dos países mais endividados, que pressionaram as acções dos índices das economias de países como Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda, enquanto impulsionaram os seus custos de financiamento.

Nos primeiros três meses de 2010, a cotada que mais desceu foi a Mota-Engil, tendo perdido 16,86% do seu valor, com os investidores a recearem o cancelamento do programa de obras públicas que visava ajudar a economia nacional a ultrapassar a maior crise que assolou a Europa, desde a Segunda Guerra Mundial. Esta semana, a Mota-Engil aprecia 0,46% para 3,265 euros.

Neste mesmo período, a Altri foi a que mais se destacou pela positiva, ao subir 26,13% pois “tem sido a estrela” de um mercado que beneficia da alta dos preços da pasta do papel e do dólar face ao euro, moeda em que a sua produção está denominada.

A Portucel, também presente no mercado de pasta e papel, valorizou 7,73% e foi das que mais subiu no mesmo período, embora registando um desempenho significativamente abaixo da sua par. Isso confere-lhe um potencial de subida maior e a presença na lista de “top pick” do BPI, segundo uma nota de análise com data de 22 de Março.

PSI-20 ganha 0,39% na semana

Já em termos semanais, o balanço é positivo para o PSI-20, que ganhou 0,39% para negociar nos 3.132,78 pontos. Esta semana, as cotadas que mais marcam pela negativa são a Altri, que perde 1,58% para 5,035 euros e a Portucel, que desce 1,30% para 2,131 euros.

Ainda assim, o índice principal prepara-se para encerrar esta semana em terreno positivo, ao valorizar 0,39% e a negociar nos 8.132,78 pontos.

Depois de um desfecho da OPA da CSN à Cimpor, que contribuiu para perdas de 13,13% no primeiro trimestre do ano, a cimenteira prepara-se para ser a que mais sobe nesta semana (1,92% para 5,594 euros), ao mesmo tempo que os seus accionistas preparam a cotada para uma nova vida.

A possível nomeação de Luís Palha da Silva para o presidir ao seu Conselho de Administração é uma das notícias que pode influenciar o valor da Cimpor, e que já está a ser incorporada pelo mercado, no valor da Cimpor. É que o actual CEO da Jerónimo Martins há muito associado ao sucesso da retalhista no mercado doméstico e polaco.




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