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Bolsa regista primeira desvalorização em 2005 pressionada por BCP (act)

A bolsa nacional fechou em queda pela primeira vez este ano, corrigindo parte dos ganhos obtidos na primeira semana de 2005, penalizada pelos títulos com maior peso no PSI-20 - BCP, EDP e Portugal Telecom – que desceu 0,8%. As acções da Corticeira Amorim

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 10 de Janeiro de 2005 às 17:27
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A bolsa nacional fechou em queda pela primeira vez este ano, corrigindo parte dos ganhos obtidos na primeira semana de 2005, penalizada pelos títulos com maior peso no PSI-20 - BCP, EDP e Portugal Telecom – que desceu 0,8%. As acções da Corticeira Amorim e do Sporting apreciaram 10% e a Reditus deslizou 8,85%.

Após seis sessões a acrescentar valor, o PSI-20 [psi20] fechou a valer 7.724,01 pontos, com seis títulos a subir, dez acções em queda e as restantes quatro em queda. O índice sofreu a desvalorização mais acentuada desde 16 de Novembro do ano passado.

Foram negociados 109 milhões de euros, sendo que apenas por uma vez este ano a liquidez do índice ficou abaixo da barreira dos 100 milhões de euros.

A bolsa nacional registou uma das quedas mais acentuadas entre praças europeias, num movimento natural de correcção devido à subida superior a 2% conseguida na semana passada.

Os títulos que registaram as maiores subidas na última semana foram as que hoje registaram as maiores quedas. Os títulos do Banco Comercial Português [bcp], que avançaram quase 8% nas cinco sessões anteriores, cederam 1,96% para os 2 euros, e continuaram a apresentar uma liquidez acima da média, com cerca de 15 milhões de acções a mudarem de mãos.

No restante sector bancário o Banco Espírito Santo [besnn] aumentou 0,15% para os 13,30 euros e o Banco BPI terminou sem variação nos 3,03 euros.

Entre os títulos com maior peso no PSI-20 a Energias de Portugal desvalorizou 0,87% para os 2,27 euros e a Portugal Telecom [ptc] caiu 0,88% até aos 9,06 euros, acompanhando a tendência do sector, que viu a Morgan Stanley cortar a recomendação de «atractivo» para «in-line».

Para a PT o banco de investimento atribuiu uma recomendação de «underweight» mas diz que a Standard & Poor’s (S&P) tem margem para rever em alta a classificação da dívida da Portugal Telecom (PT).

Também a pressionar o índice e a corrigir ganhos recentes, as acções da Sonae SGPS [son] deslizaram 1,79% para os 1,10 euros. A facturação da Sonae Distribuição Brasil aumentou 15% em 2004 para 4,35 mil milhões de reais (1,23 mil milhões de euros), face a 2003.

Antes de anunciar ao mercado as receitas de 2004, as acções da Jerónimo Martins terminaram a descer 0,3% para os 10,02 euros, apesar da empresa de distribuição ter fixado um novo máximo desde Janeiro de 2001 nos 10,25 euros.

Reditus, Sporting e Corticeira Amorim

A maior desvalorização entre os títulos do PSI-20 pertenceu à Reditus [red], que deslizou 8,85% para os 3,71 euros. A empresa de Moreira Rato, após a escalada no fim de 2004, apresenta agora uma série de quatro sessões consecutivas em queda.

Já a Corticeira Amorim [cor] registou as maiores subidas do índice, com uma apreciação de 9,43% para os 1,16 euros, que corresponde ao valor mais elevado desde Setembro e a maior subida diária desde Novembro de 2003.

A subida da empresa de cortiça aconteceu depois de a Caixa BI ter elegido Corticeira Amorim como uma das suas preferidas para 2005, com um potencial de 41,8% este ano.

Fora do PSI-20, a Sporting SAD trepou 10%, depois do clube de Alvalade ter ascendido ao primeiro lugar da Superliga, após a vitória no «derby» lisboeta e o empate do FC Porto com o Rio Ave. As acções terminaram nos 2,75 euros, o valor mais elevado desde Abril.

A Orey Antunes [orey] continua a renovar máximos históricos, tendo hoje atingido o recorde nos 5,62 euros após uma valorização máxima de 19,57%. Contudo as acções da companhia terminaram com um ganho mais modesto de 1,49%.

A Mota-Engil [EGL] também atingiu novo recorde de Abril de 1998 nos 2,22 euros, tendo fechado sem variação nos 2,21 euros.

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