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Bolsa segue com liquidez acima da média mas não acompanha ganhos da Europa

A bolsa nacional seguia pouco alterada, não reflectindo a dimensão dos ganhos registados na maioria das praças europeias. O PSI-20 recuava 0,08%, com as descidas da PT, EDP e Sonae SGPS a não compensarem as valorizações do BCP, Brisa e PT Multimédia.

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 09 de Dezembro de 2003 às 13:48
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A bolsa nacional seguia pouco alterada, não reflectindo a dimensão dos ganhos registados na maioria das praças europeias. O PSI-20 recuava 0,08%, com as descidas da PT, EDP e Sonae SGPS a não compensarem as valorizações do BCP, Brisa e PT Multimédia.

O índice PSI-20 [psi20] cotava nos 6.569,91 pontos, com oito acções em subida, cinco inalteradas e sete em queda, com 49,88 milhões de euros negociados. «Até ao momento o PSI-20 negociava cerca de 72 milhões de euros, sendo que a média diária de negociação ao longo da semana passada foi de 70 milhões de euros», referiu Pedro Coelho, operador da Atrium.

Este especialista destaca dois títulos da banca, o BES e o BPI que estão a ter uma negociação atípica. Numa única passagem o BPI negociou de 7 milhões de acções a 2,70 euros por título e o BES transaccionou 1,8 milhões de títulos, também numa única passagem, ao preço de 12,38 euros por acção.

O BPI [BPIN] seguia inalterado face ao fecho de ontem, a marcar 2,70 euros por acção e o BES [BESNN] mantinha também o valor da sessão de ontem, a marcar 12,40 euros.

O Banco Comercial Português (BCP) [BCP] avançava 0,57% para os 1,75 euros, depois do presidente Jardim Gonçalves ter afirmado que deverá acompanhar o aumento de capital que o parceiro Sabadell terá de realizar caso vença a corrida à aquisição do espanhol Banco Atlántico, processo em que a Caixa Geral de Depósitos também é candidata. Até ao momento, mudaram de mãos pouco mais de 1,3 milhões de títulos.

A Portugal Telecom [PTC] recuava 0,91% para os 7,61 euros por acção, a seguir em contraciclo com as congéneres europeias. Ao longo das últimas duas semanas a operadora de telecomunicações nacional tem estado quase sempre a negociar em contra-ciclo com as restantes operadoras. Nos primeiros dias a beneficiar de revisões em alta, feitas por algumas casas de investimento e, a partir de quinta-feira, voltou a recuar depois de ter sido revisto em baixa o preço-alvo pela UBS. Hoje foi o HSBC que baixou o preço-alvo de 8 euros por acção para 7,76 euros. A PT Multimédia [PTM] apreciava 0,79% para os 15,32 euros.

A Brisa [BRISA] avançava 0,57% para os 5,29 euros, a Sonae SGPS recuava 1,45% para os 0,68 euros, a Jerónimo Martins avançava 0,64% para os 9,46 euros e a Impresa [IPR], liderada por Francisco Pinto Balsemão, mantinha-se inalterada nos 3,43 euros.

A Portucel [PTCL] mantinha-se inalterada face ao fecho de ontem a marcar 1,40 euros, juntamente com a Cofina [COFI]que marcava 2,49 euros, numa altura em que o governo se prepara para vender 30% do bloco de acções da empresa de pasta e papel por 1,45 euros cada acção, o que irá permitir um encaixe mínimo ao Estado de 333 milhões de euros.

A Electricidade de Portugal (EDP) deslizava 0,49% para os 2,05 euros, no dia em é anunciado que a eléctrica nacional [EDP] poderá ficar com metade do negócio da Gás de Portugal (GDP), detida actualmente a 100% pela Galp Energia, numa alternativa transitória encontrada depois do «chumbo» da ENI e Iberdrola ao processo de reestruturação do sector da energia, na assembleia-geral no passado dia 28 de Novembro.

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