Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Bolsa sobe com «media» em destaque (act)

A bolsa fechou a valorizar, com o PSI-20 a subir 0,24%, numa sessão em que o principal destaque voltou a estar no sector dos «media», ainda animado com o negócio realizado entre a Prisa e Pais do Amaral. A Impresa disparou 6,07% e a Media capital atingiu

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 25 de Julho de 2005 às 17:02
  • Partilhar artigo
  • ...

A bolsa fechou a valorizar, com o PSI-20 a subir 0,24%, numa sessão em que o principal destaque voltou a estar no sector dos «media», ainda animado com o negócio realizado entre a Prisa e Pais do Amaral. A Impresa disparou 6,07% e a Media Capital atingiu um novo máximo de sempre, com a brisa em queda antes de publicar os resultados do primeiro semestre.

O PSI-20 terminou a sessão nos 7.503,35 pontos, com nove títulos a subir, oito em queda e três inalterados, tendo os 20 títulos do índice negociado um total de 73 milhões de euros. Na Europa o dia também foi de ganhos, justificados pelas subidas das petrolíferas e das notícias da Vodafone, que conseguiu mais clientes no segundo trimestre do que o esperado.

A EDP [edp] e o BCP [bcp] foram os títulos que mais impulsionaram o PSI-20, mas o principal destaque vai para o sector dos «media», que continua a animar a praça nacional, devido ao acordo entre a Prisa a «holding» de Pais do Amaral, para a entrada da empresa espanhola no capital da companhia que controla a TVI.

Este acordo tem implícitos preços considerados atractivos pelos analistas, explicando-se assim a subida das acções da Media Capital, mas também da Impresa, que negoceia com múltiplos mais baixos.

A Media Capital [MCP], que apresenta amanhã os resultados do primeiro semestre, subiu 2,48% para os 7,02 euros (em linha com os 7,03 euros definidos na opção de venda 12 a 13,32% da Media Capital à Prisa), tendo alcançado um novo máximo histórico nos 7,15 euros.

Já a Impresa [ipr], também a beneficiar dos resultados positivos apresentados hoje, fechou nos 5,24 euros, a valorizar 6,07%, a que corresponde o maior ganho desde 12 de Novembro. «A resistência a curto prazo para as acções é de 5,35 euros» disse Filipe Garcia, analista técnico da IMF.

A ParaRede [para] protagonizou a segunda maior subida no PSI-20, com um ganho de 4% e a Sonaecom [snc] também se destacou, ao verificar uma subida de 2,59% para os 3,17 euros. A empresa de Paulo Azevedo continua a beneficiar com o facto de a sua accionista, France Telecom, estar em processo de aquisição da Amena, terceira maior operadora móvel espanhola.

A banca também teve um dia positivo, recuperando parte das quedas sofridas com a apresentação de resultados na semana passada. O Banco Comercial Português avançou 0,47% e o Banco BPI subiu 0,94%. O Banco Espírito Santo, que publica os resultados do primeiro semestre na quinta-feira, cedeu 0,39%.

A Energias de Portugal [edp] também anuncia resultados na quinta-feira, mas hoje beneficiou com um reserch da JP Morgan, que elevou a recomendação da eléctrica para «overweight». As acções subiram 0,96% para 2,10 euros.

Já a Brisa [brisa] caiu 1,74% para os 6,20 euros, pois os investidores receiam que a empresa volte a anunciar, amanhã, que as receitas de auto-estradas desceram no primeiro semestre, devido ao abrandamento da economia. As acções caíram 1,74% para os 6,20 euros, sendo que o lucro líquido da Brisa, no primeiro semestre de 2005, deverá ter-se situado num valor médio de 90,85 milhões de euros, segundo uma Poll de seis analistas da Reuters.

A Mota-Engil [EGL] mantém a toada de ganhos e hoje atingiu mais um máximo histórico, nos 2,97 euros, apesar de ter encerrado em queda de 0,34% para os 2,93 euros.

Outras Notícias