Bolsa Bolsa vai identificar 20 empresas para dispersar capital em Lisboa

Bolsa vai identificar 20 empresas para dispersar capital em Lisboa

Maria João Carioca pretende começar conversações com 20 empresas para cotarem em bolsa, num processo que demorará até dois anos.
Bolsa vai identificar 20 empresas para dispersar capital em Lisboa
Pedro Catarino/Correio da Manhã
Negócios 03 de julho de 2016 às 20:02

Desde que os CTT dispersaram capital em Bolsa que não entra nenhuma nova cotada na praça portuguesa. A presidente da bolsa portuguesa, Maria João Carioca, quer alterar esta situação e para isso até ao final do ano serão identificadas 20 empresas com as quais a Euronext Lisbon pretende encetar conversações tendo em vista a sua entrada em bolsa.

 

Em entrevista à Antena 1 e Económico, Maria João Carioca assinala que desde o início das conversas até à decisão final deverá decorrer cerca de um ano e meio a dois anos.

 

Advertindo que na entrada de empresas em bolsa não há milagres, Carioca diz que é preciso continuar a fazer o trabalho de casa e defende a diferenciação fiscal entre dívida e capital próprio.

A líder da bolsa portuguesa considera que o arrastar das situações por resolver na banca e o grau de incerteza que daqui resulta, colocam em causa novos investimentos, sendo que em relação ao Novo Banco a dispersão do capital em bolsa é solução a ponderar, se permitir "atrair investidores informados" e desde que estejam "reunidas as condições".

A clarificação da situação da banca portuguesa poderá atrair investidores para Portugal, mas é necessário também que o resto da economia funcione, diz Maria João Carioca, assinalando que a estabilidade fiscal e regulatória acabam por ser mais relevantes para o investidor do que a situação politica.




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