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Bolsa valoriza impulsionada por máximo da Sonae e subida do BCP (act)

A bolsa fechou a subir, em linha com as congéneres europeias, impulsionada pelo máximo da Sonae SGPS e pela valorização do Banco Comercial Português. O PSI-20 avançou 0,06% numa sessão em que a PT travou maiores ganhos, em que a Brisa alcançou novo máximo

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 03 de Janeiro de 2005 às 16:58
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A bolsa fechou a subir, em linha com as congéneres europeias, impulsionada pelo máximo da Sonae SGPS e pela valorização do Banco Comercial Português. O PSI-20 avançou 0,06% numa sessão em que a PT travou maiores ganhos, em que a Brisa alcançou novo máximo histórico e em que a Reditus subiu 7,97% na sua estreia no principal índice da bolsa nacional.

O PSI-20 fechou a primeira sessão do ano nos 7.604,73 pontos, com nove acções a subir, sete em queda e quatro inalteradas, numa sessão em que a liquidez foi 82,29% superior à anterior, com 76,3 milhões de euros negociados. Na Europa o dia também foi de ganhos, mas limitados pela tendência de queda revelada em Wall Street.

O título responsável pela tendência do índice foi a Sonae SGPS [son] que avançou 1,87% para 1,09 euros, depois de ter alcançado o valor mais elevado desde dia 3 de Maio de 2001, nos 1,11 euros. A empresa de Belmiro de Azevedo é uma das principais apostas das casas de investimento para 2005.

O Banco Comercial Português [bcp] também impulsionou com uma subida de 0,53% para 1,90 euros. Esta instituição bancária pretende inscrever a venda do negócio segurador à Caixa Seguros e ao Fortis nas contas de 2004, apesar da operação com esta última instituição financeira não ter sido ainda aprovada por Bruxelas, noticiou o Jornal de Negócios.

A aprovação dada pela Autoridade de Concorrência à compra de várias seguradoras do Banco Comercial Português (BCP), pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), tem um impacto «positivo» segundo o analista do Banco BPI, «apesar do mercado já esperar de alguma forma» esta decisão.

Na restante banca, o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] ficou inalterado nos 13,30 euros, enquanto o Banco BPI [bpin] avançou 0,67%, para três euros. A Jerónimo Martins [jmar] também contribuiu para a tendência do índice com uma valorização de 1,55% para 9,85 euros.

A Brisa subiu 0,15% para 6,76 euros depois de ter tocado novo máximo histórico nos 6,90 euros. O preço das portagens das auto-estradas exploradas pela Brisa aumentou em média 1,83% a 1 de Janeiro, abaixo da inflação prevista para 2005 e na menor subida de sempre.

A travar maiores ganhos fechou a Portugal Telecom [ptc], que apesar de negociar com ganhos grande parte da sessão, terminou a descer 0,55% para os 9,05 euros. A Anacom – Autoridade Nacional das Comunicações pretende que as tarifas de interligação da PT Comunicações desçam cerca de 10% em 2005. A PTM [ptm] subiu 0,05% para 18,50 euros.

A Energias de Portugal [edp] também pressionou com uma desvalorização de 0,45% para 2,22 euros. A REN já acertou com a EDP a venda dos terrenos de três centrais térmicas, avançou hoje o «Diário de Notícias». Tunes, Setúbal e Carregado deverão passar para o universo EDP no início deste mês. José Penedos disse que conta assinar o negócio «na quarta-feira».

O presidente da REN defendeu que no âmbito da decisão de Bruxelas, a «EDP está fragilizada no mercado ibérico perante as suas principais concorrentes, que poderão facilmente – quer a Iberdrola quer a Endesa – fazer um ‘takeover’» sobre a eléctrica nacional.

A Media Capital também deslizou 1,65% para 5,36 euros enquanto a Impresa [ipr] caiu 0,34% para 5,78 euros. A SIC liderou as audiências televisivas em 2004, com 29,3% de quota de Janeiro a Dezembro do ano passado, contra 28,9% da TVI e 24,7% da RTP1, segundo um comunicado enviado pela estação televisiva da Impresa que revela, no entanto, que, em Dezembro, foi a estação da Media Capital (TVI) a registar a maior audiência com 30,5% contra 28,8% da SIC e 23,9% da estação estatal. A Cofina [cofi] subiu 1,65% para 3,70 euros.

A Reditus que entrou hoje para o PSI-20, apreciou 7,97% para os 4,47 euros, tendo apreciado mais de 10% na sessão de hoje, enquanto a Novabase, nas mesmas circunstâncias, fechou inalterada nos 6,17 euros.

As empresas Portucel e Teixeira Duarte, que saíram do principal índice da bolsa nacional, perderam 2,10% para 1,40 euros e 0,99% para um euro, respectivamente.

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