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Bolsas americanas disparam com inesperada criação de emprego no país

Os mercados acionistas do outro lado do Atlântico negociaram em euforia na última sessão da semana, catapultados pelos bons dados do mercado laboral, que foram inesperados.

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Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 05 de Junho de 2020 às 21:17
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O Dow Jones encerrou a sessão desta sexta-feira a escalar 3,15% para 27.110,98 pontos, regressando assim ao patamar dos 27.000 pontos.

 

Já o Standard & Poor’s 500 disparou 2,62% para 3.193,93 pontos, a fixar a terceira semana consecutiva de ganhos. Desde os mínimos de março, o S&P 500 valoriza mais de 40%.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite somou 2,06% para 9.814,08 pontos, marcando assim um novo recorde de fecho (o anterior tinha sido estabelecido a 19 de fevereiro).

 

O Nasdaq, que conta com pesos-pesados como o Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google (as chamadas FAANG), também fixou um novo máximo histórico, na negociação intradiária, quando tocou nos 9.842 pontos.

 

Mas este rally bolsista não se deveu apenas às tecnológicas. A Boeing, que integra o índice Dow Jones, pulou 16% devido ao crescente otimismo em torno do setor da aviação nos EUA, que foi bastante penalizado pela pandemia e decorrentes medidas de confinamento.

 

Também as fabricantes automóveis e as cotadas da banca se destacaram entre os melhores desempenhos do dia.

 

A contribuir para este dia risonho estiveram sobretudo os bons dados do mercado laboral nos EUA.

 

Ao contrário do que se esperava, a economia norte-americana criou 2,5 milhões de empregos em maio, depois de ter sofrido perdas recorde no mês anterior, o que reforça a expectativa de que a contração desencadeada pela covid-19 possa estar em fase de retrocesso.

 

A taxa de desemprego caiu para 13,3%, contra 14,7% em abril – percentagem que tinha sido um máximo do pós-Segunda Guerra Mundial.

 

Nos últimos dias, a expectativa de que a economia norte-americana poderá estar a encarrilar esteve a animar os investidores, e os dados de hoje deram um novo impulso.

 

Os economistas inquiridos pela Refinitiv antecipavam a perda de oito milhões de postos de trabalho no mês passado, números que, a confirmarem-se, atirariam a taxa de desemprego dos EUA para um recorde de 19,7%.

 

No entanto, a reabertura da atividade económica em vários estados do país levou a que mais americanos do que o esperado regressassem ao trabalho.

 

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