Bolsa Bolsas dos EUA contagiadas por sell-off descem 1,5% na abertura

Bolsas dos EUA contagiadas por sell-off descem 1,5% na abertura

As bolsas dos Estados Unidos estão a registar perdas na ordem de 1,5%, acompanhando o pessimismo geral que afecta os mercados accionistas globais.
Bolsas dos EUA contagiadas por sell-off descem 1,5% na abertura
EPA
Rita Faria 23 de outubro de 2018 às 14:48

As bolsas dos Estados Unidos abriram em queda acentuada esta terça-feira, 23 de Outubro, acompanhando o pessimismo que marca a negociação na Europa, e que motivou um verdadeiro sell-off nas acções asiáticas. A contribuir para este movimento de fuga dos mercados accionistas está uma série de factores, que vão desde os receios em torno da guerra comercial e a tensão entre a Arábia Saudita e o Ocidente à situação financeira de Itália.

 

O índice industrial Dow Jones desce 1,50% para 24.938,07 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq perde 1,65% para 7.344,24 pontos. Já o S&P500 desvaloriza 1,39% para 2.718,19 pontos.

 

Esta terça-feira os investidores também estão atentos aos resultados trimestrais das empresas. Antes da abertura do mercado já foram conhecidos os números de várias companhias, entre as quais a McDonald’s, a Caterpillar e a Harley Davidson.

 

As acções da McDonald’s sobem 3,43% para 172,34 dólares, depois de a cadeia de fast-food ter revelado que fechou o terceiro trimestre com lucros de 1,64 mil milhões de dólares, ou 2,10 dólares por acção, o que traduz uma quebra de 13% face aos lucros de 1,88 mil milhões registados no mesmo trimestre do ano passado. Ainda assim, o resultado líquido ficou acima do esperado pelos analistas, que antecipavam um total de 1,99 dólares por acção.

 

Já a Caterpillar afunda 7,07% para 119,61 dólares, depois de ter reportado lucros resultados acima do esperado, mas ter culpado os Estados Unidos e as suas tarifas pelo aumento dos custos.  

 

A Harley-Davidson, por seu lado, desce 6,61% para 36,17 dólares, apesar de ter apresentado resultados acima das estimativas de Wall Street e ter mantido as projecções para as vendas para o exterior, em 2018.  

 

Os lucros das empresas do S&P500 terão subido quase 22% no terceiro trimestre, de acordo com os dados da Refinitiv. No entanto, os investidores parecem mais focados nas perspectivas para o crescimento futuro dos resultados devido às preocupações em torno do comércio, subida dos custos e outros factores.

 

"Há uma série de factores de risco subjacentes nos mercados actualmente, seja nas taxas de juro dos EUA, Brexit, dívida italiana, guerras comerciais ou mercados emergentes", disse Craig Erlam, analista da corretora on-line Oanda, numa nota citada pela Reuters. "São todos factores desestabilizadores e o sentimento pode desmoronar sob o peso de tudo isto".




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