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Bolsas asiáticas em queda penalizadas por limites à produção na China

As bolsas asiáticas negoceiam pressionadas pelas matérias-primas, depois de o governo chinês ter anunciado que poderá impor limites à capacidade de produção em indústrias como a do ferro e do cimento e de a Esprit ter apresentado resultados decepcionantes.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 27 de Agosto de 2009 às 07:48
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As bolsas asiáticas negoceiam pressionadas pelas matérias-primas, depois de o governo chinês ter anunciado que poderá impor limites à capacidade de produção em indústrias como a do ferro e do cimento e de a Esprit ter apresentado resultados decepcionantes.

O MSCI Ásia – Pacífico recuou 0,80% para 112,66 pontos, preparando-se para encerrar no valor mais baixo desde 21 de Agosto. O índice subiu 59% depois de ter registado mínimos de cinco anos, no dia 9 de Março.

O Governo chinês disse ontem que está a estudar limitações ao excesso de capacidade em indústrias como a do cimento e do ferro e que deverá também indicar “orientações” para as indústrias do carvão, vidro e energética, segundo disse o Conselho de Estado, no seu “web site”. Controlos na venda de acções e obrigações pelas empresas também deverão ser reforçados, dizia o comunicado.

“A preocupação é de que os grandes fornecedores para a China, sejam penalizados”, disse o chefe de gestão de fundos da Colonial First State, à Bloomberg. “Qualquer restrição como esta, tem o potencial de penalizar o crescimento da economia mundial”, acrescentou.

No Japão, o Nikkei desceu 1,56% para 10,473.97 pontos e o Topix recua 1,39% para 962,03 pontos. O Shangai Composite perdeu 0,7%, na China e o Hang Seng de Hong Kong depreciou 1,3%.

A Esprit caiu 15% para 51,15 dólares de Hong Kong. A empresa apresentou a primeira queda de lucros, em mais de uma década, e disse que pode demorar até ao próximo ano para retornar aos lucros.

“A incerteza relativamente à acção da China para reduzir a expansão do crédito vai continuar a conduzir os mercados” disse um gestor de fundos do Ueda Harlow.

O Industrial & Commercial Bank of China, maior credor do país, desceu 1,1% para 5,24 dólares de Hong Kong, enquanto o Bank of China, terceiro maior banco do país, caiu 1,3% para 3,76 dólares de Hong Kong.

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